Na última quinta-feira (16), o Chile anunciou que vai começar voos de deportação de imigrantes irregulares. Pouco depois do anúncio, um dos seus países vizinhos, o Peru, anunciou que vai reforçar patrulhas na fronteira ao sul do país para impedir a entrada não autorizada de estrangeiros no território.
De acordo com o Ministério do Interior peruano, o reforço das suas fronteiras vai incluir a mobilização de mais de cem policiais, uma frota de veículos e o uso de drones e torres de iluminação para ampliar a vigilância na região de Tacna. Segundo a CNN, o governo do Peru afirmou que os responsáveis pelo controle das fronteiras estão em “alerta máximo” para responder a possíveis impactos das medidas que o Chile adotou.
As patrulhas contam com viaturas, quadriciclos e motos, com o apoio de drones operados por uma equipe especializada em monitorar zonas de difícil acesso em tempo real. Mesmo com o reforço da segurança das fronteiras, autoridades afirmaram que não teve um aumento incomum do fluxo migratório desde que o Chile tomou sua medida.
Chile começou a deportar imigrantes irregulares
A deportação era uma promessa de campanha do presidente chileno, José Antonio Kast, e ele começou a cumpri-la nesta quinta (16). O voo da Força Aérea do país levou 40 imigrantes para a Bolívia, Equador e Colômbia. De acordo com o ministro do Interior do Chile, 30 deles têm antecedentes de crimes ou se envolveram em condutas de “alta gravidade”.
A administração de Kast também pretende enviar leis ao Congresso que facilitem as deportações e que classifiquem a imigração irregular como um crime.




