O estádio Allianz Parque, casa do Sociedade Esportiva Palmeiras, deve passar por uma mudança histórica nos próximos meses. A arena deixará de utilizar o nome atual após acordo entre a administradora WTorre e o banco digital Nubank para a venda dos naming rights do espaço.
O anúncio oficial está previsto para ocorrer em evento no estádio, consolidando a transição que deve ser concluída até maio. O novo contrato, estimado em cerca de R$ 50 milhões, prevê que a fintech assuma os direitos de nome da arena, substituindo a marca da seguradora alemã Allianz, que batiza o local desde sua inauguração, em 2014.
Como parte da estratégia de engajamento, o novo nome do estádio será escolhido por votação popular na internet. Entre as opções apresentadas estão “Nubank Parque”, “Parque Nubank” e “Nubank Arena”, sendo a primeira a mais votada até o momento.
A consulta pública segue aberta até o dia 30 de abril, com divulgação do resultado prevista para 4 de maio. A iniciativa busca envolver torcedores e consumidores na nova fase da arena, considerada uma das mais modernas e versáteis da América Latina.
Contrato antigo considerado defasado
A decisão de encerrar o vínculo com a Allianz antes do prazo, que ainda teria validade por mais oito anos — foi motivada por questões financeiras. Executivos da WTorre avaliaram que o valor atual pago pela seguradora, cerca de R$ 27 milhões anuais, tornou-se inferior ao praticado no mercado para arenas desse porte.
Para viabilizar a mudança, o novo acordo prevê que o Nubank arque com a multa rescisória do contrato vigente. O movimento reflete a valorização do estádio, que se consolidou como palco não apenas de jogos, mas também de grandes shows e eventos corporativos.
Arena amplia potencial de negócios
Somente em 2025, o estádio recebeu 32 partidas de futebol, 27 shows e cerca de 200 eventos corporativos, com público superior a 2 milhões de pessoas ao longo do ano. Esse fluxo reforçou o interesse da fintech em transformar o local em uma plataforma estratégica de relacionamento com clientes.
Entre as mudanças previstas, estão a criação de espaços exclusivos para clientes, como o “Espaço Ultravioleta”, além de áreas VIP e melhorias na infraestrutura, incluindo a ampliação da rede de internet no estádio.
O acordo também garante ao Palmeiras uma participação na receita dos naming rights, que atualmente corresponde a 15% do valor mensal. A gestão da arena permanece com a WTorre até 2044, quando o controle total deve passar ao clube.




