A desigualdade salarial entre homens e mulheres continua sendo um problema. Em média, mulheres recebem 21,3% a menos do que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. Os dados constam no 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério das Mulheres nesta segunda-feira (27).
Esse relatório conta com dados com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), contemplando cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais funcionários, além de informações complementares fornecidas pelas próprias empresas
A remuneração média das mulheres é de R$ 3.965,94 e a dos homens é de R$ 5.039,68. A desigualdade salarial aumentou quando analisamos o salário de contratação. Em 2023, elas recebiam 13,7% a menos no salário mediano de contratação, diferença que aumentou para 14,3%.
Mais mulheres estão sendo contratadas
Apesar dos salários continuarem desiguais, um ponto que melhorou foi o número de mulheres sendo contratadas, que cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões. Entre as mulheres negras, esse crescimento foi ainda mais significativo: de 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões.
“Estamos falando do direito das mulheres de receber igual na mesma função, mas a lei vai além disso: ela é um farol para empresas e poderes públicos ampliarem o acesso das mulheres aos espaços de poder e decisão”, destacou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, na divulgação do relatório.
“Durante muito tempo, esse tema não foi tratado como prioridade, mas hoje o governo assume essa agenda e avança com políticas públicas e com a transparência salarial, que tira o problema da invisibilidade e mostra onde estão as desigualdades”, afirmou a ministra da Igualdade Racial, Raquel Barros.



