Nesta quarta-feira, dia 29 de abril, a tarifa de energia elétrica em Pernambuco teve um reajuste médio de 4,25%. A decisão, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), deve impactar aproximadamente 4,3 milhões de consumidores da Neoenergia.
O aumento, justificado pelo aumento nos custos de transmissão e geração, ocorreu em um momento delicado para os pernambucanos, que precisarão ajustar seus orçamentos domésticos, principalmente a partir deste mês de maio.
Tarifas variadas
Diferentes setores sentirão o aumento de maneira desigual. Consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes comércios, enfrentarão um aumento de 7,19%.
Já residências e pequenos comércios, que utilizam baixa tensão, terão um acréscimo de 3,41% nas tarifas. Esses percentuais refletem o repasse dos custos adicionais diretamente aos consumidores.
Bandeira tarifária amarela
A partir de maio de 2026, as contas de energia também incluirão a bandeira tarifária amarela, adicionando R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Essa decisão se deve à menor incidência de chuvas, que afeta o abastecimento das usinas hidrelétricas e obriga o país a utilizar usinas termelétricas, cujos custos de operação são mais altos.
Impactos diretos no consumo doméstico
Para exemplificar o efeito dessas mudanças, uma residência com consumo mensal de 187 kWh verá a conta aumentar em cerca de R$ 3,52 devido à nova bandeira tarifária. Nos meses anteriores, a bandeira verde permitiu economia na conta de luz, mas a situação atual exige cautela nas despesas.
Diante desses reajustes, a racionalização do uso de energia se torna essencial para mitigar o impacto financeiro. A atenção ao uso de eletrônicos e a busca por maneiras de economizar energia são passos importantes para lidar com esse cenário tarifário desafiador.




