Na última segunda-feira (4), o mundo da Fórmula 1 se despediu de uma lenda. O piloto franco-brasileiro Hermano da Silva Ramos, que era conhecido como Namo, faleceu aos 100 anos de idade. Nano, que morava na cidade francesa de Biarritz, foi internado no domingo (3) com um quadro de pneumonia e infelizmente não resistiu. De acordo com o ge, ele era o mais velho entre os ex-pilotos da F1 ainda vivos.
Filho de mãe francesa e pai brasileiro, Hermano nasceu na França, em dezembro de 1925, e se mudou para o Brasil aos 21 anos, mesmo época em que estreou no automobilismo. Ele competiu pelo Brasil brevemente entre 1955 e 1956, mas voltou para a Europa e passou a competir pela França.
Relembre um pouco da carreira de Hermano Ramos na Fórmula 1
Em 1955, Nano estreou na Fórmula 1 com a equipe Gordini no GP da Holanda, em que terminou em oitavo lugar. Seu maior destaque na F1 foi no ano seguinte, no GP de Mônaco, em que terminou em quinto lugar depois de largar na 14ª colocação e somou os únicos dois pontos da sua carreira. Mesmo assim, ele foi o brasileiro, com a maior pontuação na F1 até 1970, quando foi superado pelo bicampeão Emerson Fittipaldi.
Ele saiu da categoria depois da morte do seu amigo, o piloto espanhol Alfonso de Portago, em um acidente nas Mil Milhas de Brescia, em 1957. Nano voltou ao mundo do automobilismo em 1958, participando de provas de turismo e de Fórmula 2. No ano seguinte, disputou a icônica corrida das 24 Horas de Le Mans com a Ferrari. Ele se aposentou de vez aos 35 anos, depois de uma prova para carros de esporte na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.




