Antes da contratação do italiano Carlo Ancelotti para a posição de técnico da Seleção Brasileira, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) negociou muito com o treinador português Jorge Jesus. Em relato ao jornal português Record, o treinador contou que manteve negociações “avançadas” com a CBF e que “considerou seriamente” comandar a nossa seleção na Copa do Mundo deste ano.
Segundo Jorge Jesus, os primeiros movimentos da CBF aconteceram em 2023, quando ele estava em uma viagem a Istambul, na Turquia, e pessoas ligadas à entidade demonstraram interesse no seu perfil para comandar a seleção. Para o técnico, o contato não era uma mera sondagem informal e já existia um objetivo claro em contratá-lo.
As conversas ganharam força entre o fim de 2024 e o início do ano passado, ainda mais após a saída de Dorival Júnior do posto. Nessa época, segundo o português, dirigentes da CBF procuraram sua equipe diretamente. Jorge Jesus explica que chegou a considerar seriamente aceitar o desafio, época em que representantes da CBF chegaram a viajar até Portugal para aprofundar as negociações, quando ele até participou de uma longa chamada de vídeo com o então presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues.
Então por que Jorge Jesus não assumiu a Seleção Brasileira?
Apesar de uma excelente proposta financeira da CBF (segundo os relatos do técnico), ele acabou decidindo não abandonar o Al-Hilal no meio da temporada do futebol saudita. Segundo Jorge Jesus, ele prioriza a “lealdade profissional” e acreditava que ainda tinham objetivos importantes para cumprir no time.
Ainda assim, ainda haviam negociações para que ele assumisse a seleção no segundo semestre, mas a coisa mudou de figura com a crise política na CBF e com a saída de Ednaldo Rodrigues. Foi aí que as negociações esfriaram de vez e outros nomes, como o de Carlo Ancelotti, começaram a ganhar mais força.




