Nos últimos dias, você provavelmente alguma notícia sobre o caso do navio de cruzeiro em que o hantavírus acabou causando a morte de três pessoas que estavam a bordo. Um ponto que causou ainda mais preocupação na comunidade científica foi a identificação de uma cepa andina do vírus que pode ser transmitida entre humanos nos passageiros do cruzeiro. Com isso, o medo de uma nova pandemia voltou à cabeça de muita gente….
Nesta sexta-feira (8), o porta-voz da OMS (Organização Mundial da Saúde), Christian Lindmeier, fez uma declaração sobre o vírus à imprensa em Genebra. O porta-voz destacou que se trata sim de um vírus perigoso, mas que ele apresenta um risco “extremamente baixo” para a população em geral. A declaração vai de acordo com a avaliação da OMS nos últimos dias, com as autoridades descartando se tratar de um cenário comparável ao início da pandemia de Covid-19.
De acordo com a AFP, a OMS acredita que novos casos do hantavírus ainda devem surgir, mas que o avanço deve ser “limitado” se medidas sanitárias forem mantidas.
Hantavírus
A forma mais comum de contaminação é pela inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. Segundo o Ministério da Saúde, outras formas de transmissão são:
- Percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de roedores;
- Contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;
- Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile, sempre associada ao hantavírus Andes.
Confira os principais sintomas da hantavirose:
Fase inicial:
- Febre;
- Dor nas articulações;
- Dor de cabeça;
- Dor lombar;
- Dor abdominal;
- Sintomas gastrointestinais.
Fase cardiopulmonar:
- Febre;
- Dificuldade de respirar;
- Respiração acelerada;
- Aceleração dos batimentos cardíacos;
- Tosse seca;
- Pressão baixa.




