Mix Conteúdos Digitais
  • Início
  • Últimas Notícias
  • Contato
  • PUBLICIDADE LEGAL
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mix Conteúdos Digitais
Sem resultados
Ver todos os resultados

Após 50 anos, pesquisadores revelam a verdadeira causa da morte de ex-presidente do Brasil

Por Pedro Silvini
08/05/2026
Em Geral
0
juscelino kubistcheck jk morto presidente brasil assassinado

Foto: (Reprodução/FolhaPress)

Um relatório elaborado pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado durante a ditadura militar, contrariando a versão oficial sustentada há décadas de que sua morte ocorreu em um acidente automobilístico na Via Dutra, em 22 de agosto de 1976.

O documento, produzido pela historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso na comissão, está em análise pelos demais conselheiros do colegiado e deverá ser votado nos próximos encontros do órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos. O relatório reúne mais de 5 mil páginas, incluindo anexos e estudos técnicos.

Segundo a investigação, a morte de JK deve ser enquadrada como resultado de perseguição política promovida pelo regime militar. O ex-presidente morreu ao lado do motorista e amigo Geraldo Ribeiro, quando o Chevrolet Opala em que viajavam perdeu o controle na Via Dutra, próximo a Resende, no Rio de Janeiro.

A versão apresentada na época afirmava que o Opala teria sofrido uma leve colisão com um ônibus da Viação Cometa durante uma tentativa de ultrapassagem. Após o impacto, o carro teria atravessado o canteiro central e colidido frontalmente com uma carreta.

juscelino kubistcheck jk morto presidente brasil assassinado
Foto: (Reprodução/FolhaPress)

As investigações conduzidas pela ditadura militar concluíram que se tratava de um acidente. O mesmo entendimento foi mantido posteriormente por uma comissão externa da Câmara dos Deputados, em 2001, e pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014.

No entanto, outras apurações realizadas ao longo dos anos passaram a questionar essa narrativa. Comissões da Verdade de São Paulo e Minas Gerais, além de um grupo de pesquisadores ligados à USP e à Universidade Mackenzie, defenderam a hipótese de atentado político.

O novo relatório da CEMDP utiliza como base principal um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal entre 2013 e 2019. A investigação descartou a existência de colisão entre o ônibus e o Opala e apontou graves falhas nas perícias realizadas pelo Estado brasileiro na época.

Perícia técnica levantou dúvidas sobre dinâmica da colisão

Uma das peças centrais do inquérito do MPF foi a perícia realizada pelo engenheiro Sergio Ejzenberg, especialista em transportes. O estudo revisou os laudos antigos produzidos pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli, no Rio de Janeiro, e concluiu que os documentos usados para sustentar a versão oficial apresentavam inconsistências técnicas.

Com auxílio de simulações em 3D, o especialista descartou a hipótese de contato entre o ônibus e o veículo de JK antes da perda de controle. O inquérito também apontou ausência de exames toxicológicos mais completos no corpo do motorista Geraldo Ribeiro, o que deixou sem resposta hipóteses como intoxicação, sabotagem mecânica ou outras interferências externas.

O procurador da República Paulo Sérgio Ferreira Filho afirmou, no relatório do MPF, que houve “falhas severas” nas investigações conduzidas durante a ditadura.

Contexto político reforça suspeitas de perseguição

O relatório também destaca o cenário político vivido por JK após o golpe militar de 1964. Considerado um dos principais nomes da oposição ao regime, o ex-presidente teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos pelo governo de Humberto de Alencar Castelo Branco.

Juscelino era apontado como favorito para vencer a eleição presidencial prevista para 1965, cancelada após a instauração da ditadura. Mais tarde, tornou-se um dos líderes da Frente Ampla, movimento de oposição ao regime militar.

O documento menciona ainda o contexto da Operação Condor, articulação entre ditaduras da América do Sul para perseguir opositores políticos. Em uma correspondência atribuída ao chefe da polícia secreta chilena, Manuel Contreras, o nome de JK aparece citado como ameaça à estabilidade dos governos militares da região.

Caso pode levar à mudança da certidão de óbito

Caso o relatório seja aprovado pela comissão, a certidão de óbito de JK e a de Geraldo Ribeiro poderão ser retificadas para reconhecer oficialmente que as mortes ocorreram em razão de perseguição política do Estado brasileiro.

A medida seguiria precedentes adotados em outros casos investigados pela comissão, como o da estilista Zuzu Angel, cuja morte também passou a ser considerada resultado de atentado promovido pela repressão da ditadura.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

Confira!

juscelino kubistcheck jk morto presidente brasil assassinado

Após 50 anos, pesquisadores revelam a verdadeira causa da morte de ex-presidente do Brasil

08/05/2026
Governo revela lista de CPFs que vão receber R$ 6,2 mil nesta semana

Enquanto o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.621, salário médio é muito maior

08/05/2026
Cerveja

Governo muda lei e define novo horário em que a população pode tomar cerveja neste local

08/05/2026
  • Contato

Diário do Comércio | Mix

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Diário do Comércio | Mix