Depois de um investimento de R$ 600 mil em sua construção, o Terminal Provisório de Integração de Águas Lindas de Goiás foi desativado antes mesmo de começar suas operações. O terminal havia sido pensado como uma forma de integrar o transporte público entre o Distrito Federal e o a Região do Entorno, composto por mais de 30 municípios, como Águas Lindas de Goiás, Formosa e Cristalina.
De acordo com o Metrópoles, um anúncio feito nas redes sociais da prefeitura de Águas Lindas em fevereiro afirma que o terminal provisório seria “o primeiro passo para reorganizar o transporte público e preparar a cidade para o Rodoshopping, uma estrutura permanente integrada à rodoviária e a um novo complexo comercial”.
Por que a obra foi descontinuada?
Relativamente pouco tempo depois, os planos já muraram e Companhia de Desenvolvimento de Águas Lindas (Codeal) anunciou que havia decidido descontinuar o terminal (mais uma vez, depois de R$ 600 mil já terem sido investidos). Segundo o anúncio, foi uma “decisão estratégica”, com base em pilares como desafios na pactuação entre Estado e União, entre outros.
“Observou-se que a principal barreira para a viabilidade do subsídio reside na falta de alinhamento e fluxo de comunicação entre o Governo do Estado de Goiás e o Governo Federal. Sem uma governança interfederativa clara e um cronograma de repasses definido entre essas duas esferas, a manutenção da operação provisória torna-se tecnicamente insustentável”, afirma a Codeal.
O governo de Goiás negou a falta de comunicação ao ser procurada pela equipe do Metrópoles, afirmando que estão em curso tratativas com a ANTT para a formalização do Consórcio Interfederativo do Entorno.




