Queridinho do mundo fitness… e do mundo dos ambientalistas? Parece maluquice, mas parece que o whey pode sim ocupar essas duas posições. Uma pesquisa recente revelou que a transformação do soro de leite em whey powder ajudou a diminuir a pegada de carbono da cadeia láctea brasileira, consequentemente ajudando a diminuir a emissão de gases do efeito estufa.
A informação veio de uma pesquisa da Embrapa Gado de Leite, em parceria com a Sooro Renner Nutrição e a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), obtida com exclusividade pelo CNN Agro.
Como a produção de whey está ajudando o meio ambiente
O soro de leite, a “matéria-prima” do whey, é um subproduto direto da fabricação de queijos, rico em lactose e proteínas. Com o sucesso crescente do whey, esse subproduto virou um “insumo estratégico”, mas, anteriormente, era muito comum que ele fosse descartado, inclusive de forma inadequada de rios, causando uma queda rápida dos níveis de oxigênio da água, matando peixes e desequilibrando ecossistemas.
Thierry Ribeiro Tomich, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, destaca em entrevista à CNN que a transformação do soro de leite em whey não é apenas uma estratégia de lucro, mas também uma “necessidade de sustentabilidade operacional”.
Para medir o impacto ambiental da cadeia de produção, o estudo usou uma metodologia chamada ACV (Avaliação do Ciclo de Vida), também conhecida como análise “do berço ao túmulo”, examinando desde a extração das matérias-primas até o descarte final. A metodologia demonstrou que cerca de 85% das emissões totais da produção do whey ocorrem ainda no campo.
Os dados da pesquisa estão disponibilizados gratuitamente na plataforma SICV Brasil, da IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), para ser usada livremente por pesquisadores, empresas e órgãos públicos.




