O Federal Bureau of Investigation (FBI) anunciou uma recompensa de US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão na cotação atual, para quem fornecer informações que levem à captura da ex-agente de inteligência Monica Elfriede Witt, acusada de espionagem em favor do Irã.
Witt, de 47 anos, foi indiciada por um júri federal dos Estados Unidos em 2019 por crimes relacionados à transmissão de informações de defesa nacional ao governo iraniano. Segundo as autoridades americanas, ela desertou para o Irã em 2013 e desde então permanece foragida.
De acordo com o FBI, Monica Witt atuou como especialista em contrainteligência da Força Aérea americana e trabalhou entre 1997 e 2008 em operações ligadas ao Oriente Médio. Posteriormente, também prestou serviços como contratada do governo dos Estados Unidos até 2010, tendo acesso a documentos classificados como secretos e ultrassecretos.
Acusação envolve programas secretos e agentes americanos
Segundo a acusação, Witt teria sido recrutada pelo governo iraniano antes de desertar. Após deixar os Estados Unidos, ela teria revelado a existência de um programa altamente sigiloso de coleta de inteligência e exposto a identidade de agentes secretos americanos.
As autoridades afirmam que as informações compartilhadas colocaram em risco operações sensíveis e a segurança de integrantes da comunidade de inteligência dos EUA, além de familiares de agentes que atuavam no exterior.
O FBI também acusa Witt de realizar pesquisas para auxiliar o regime iraniano a localizar e monitorar antigos colegas do governo americano.
“Monica Witt traiu seu juramento à Constituição ao desertar para o Irã e fornecer informações de defesa nacional ao regime iraniano”, declarou Daniel Wierzbicki, diretor da Divisão de Contrainteligência e Crimes Cibernéticos do escritório do FBI em Washington.
Governo americano intensifica buscas
O novo alerta emitido pelo FBI acontece em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Embora as autoridades americanas não tenham detalhado o motivo específico da retomada pública do caso, investigadores acreditam que alguém possa ter informações recentes sobre o paradeiro da ex-agente.
Além de Witt, o processo aberto em 2019 também acusou quatro iranianos de participação em crimes como invasão de sistemas, conspiração e roubo agravado de identidade.
Segundo os promotores, após chegar ao Irã, Witt recebeu moradia, equipamentos eletrônicos e apoio logístico do governo iraniano para continuar colaborando com operações de inteligência.
Caso é tratado como ameaça à segurança nacional
O FBI afirma que a deserção de Monica Witt beneficiou diretamente a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, organização ligada a operações de inteligência e apoio a grupos considerados terroristas pelos Estados Unidos.
As investigações seguem ativas, e o governo americano mantém canais abertos para denúncias anônimas. Informações sobre o paradeiro da ex-agente podem ser enviadas ao FBI, consulados americanos ou por meio do portal oficial da agência.




