A construtora Andrade Gutierrez, conhecida por sua participação na Operação Lava-Jato, enfrenta desafios financeiros significativos ao buscar recuperação extrajudicial. Este processo foi registrado em 19 de maio de 2026, na 1ª Vara de Belo Horizonte. O objetivo é reestruturar uma dívida de R$ 3,4 bilhões, renegociando os débitos para estabilizar sua situação financeira.
A Andrade Gutierrez enfrenta um cenário complicado após cerca de 47% de suas obras serem adiadas ou interrompidas. A pressão de fatores como o aumento dos juros e a valorização do dólar impactou negativamente a empresa. Esses contratempos incluem a interrupção de projetos relevantes em países como Gana e República Dominicana.
A Andrade Gutierrez participou da construção de estádios e estruturas para a Copa do Mundo do Brasil de 2014.
Desafios financeiros persistentes
Os problemas da Andrade Gutierrez começaram antes do pedido atual. Em 2023, a construtora já havia tentado reorganizar sua estrutura financeira. Naquele ano, vendeu parte de sua participação na CCR S.A., buscando liquidez. Contudo, novos desafios emergiram, resultando no pedido de recuperação atual.
Os planos de reestruturação apresentados pela empresa são variados e buscam garantir a continuidade dos negócios. Um desses planos inclui a extensão de dívidas significativas e foi viabilizado com a aprovação de mais de 70% dos credores.
Caminho para a recuperação
O pedido de recuperação extrajudicial agora aguarda análise judicial. O objetivo é renegociar os pagamentos e retomar operações afetadas. Os próximos meses serão cruciais para a empresa, que espera estabilizar financeiramente suas operações.
A decisão judicial é aguardada com expectativa nos próximos meses, determinando o futuro da Andrade Gutierrez.




