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Enquanto o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.621, piso dos médicos deve aumentar para R$ 13.662

Por Pedro Silvini
21/05/2026
Em Geral
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salário dinheiro real

(Reprodução/Freepik)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (20), o Projeto de Lei nº 1.365/2022, que cria um novo piso salarial nacional para médicos e cirurgiões-dentistas. A proposta estabelece remuneração mínima de R$ 13.662 para jornadas de 20 horas semanais, valor muito superior ao salário mínimo atual do país, fixado em R$ 1.621.

O texto também prevê reajuste anual com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de atualização dos valores de hora extra, adicional noturno e novos direitos trabalhistas para a categoria.

Como a aprovação ocorreu em decisão terminativa na comissão, o projeto seguirá para análise da Câmara dos Deputados caso não haja recurso para votação no plenário do Senado.

O relator da proposta, senador Fernando Dueire (PSD-PE), afirmou que a medida busca corrigir uma defasagem histórica enfrentada pelos profissionais da saúde.

“Estamos corrigindo uma injustiça histórica. A legislação atual tornou-se altamente defasada e não acompanha mais a realidade enfrentada por médicos e cirurgiões-dentistas em todo o Brasil”, declarou.

Projeto prevê reajuste anual e benefícios adicionais

O projeto atualiza regras salariais que estavam em vigor desde 1961. Entre os principais pontos da proposta estão:

  • piso nacional de R$ 13.662 para 20 horas semanais;
  • reajuste anual pelo IPCA;
  • adicional de 50% para trabalho noturno;
  • pagamento ampliado para horas extras;
  • intervalo obrigatório de 10 minutos a cada 90 minutos trabalhados.

Segundo o parecer aprovado, a proposta vale tanto para profissionais da rede pública quanto da iniciativa privada, incluindo trabalhadores celetistas e estatutários.

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, classificou a aprovação como uma conquista histórica para a categoria.

Impacto fiscal pode chegar a R$ 8 bilhões

O avanço do projeto também abriu debate sobre o impacto financeiro da medida nas contas públicas. De acordo com estimativas apresentadas durante a tramitação, o custo para o governo federal pode chegar a R$ 8,1 bilhões, sem considerar adicionais trabalhistas.

O texto prevê ainda que estados e municípios possam utilizar recursos do Fundo Nacional de Saúde para ajudar no custeio do novo piso.

Além da questão orçamentária, parlamentares favoráveis ao projeto defendem que a atualização salarial pode ajudar a reduzir a dificuldade de contratação e permanência de profissionais em cidades pequenas e regiões mais afastadas.

Fernando Dueire afirmou que a precarização das relações de trabalho e o congelamento do piso ao longo dos anos agravaram a falta de médicos em determinadas regiões do país.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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