O governo dos Estados Unidos anunciou novas restrições de entrada para viajantes estrangeiros após o avanço do surto de Ebola na África Central e Oriental. As medidas começam a valer nesta quinta-feira e atingem passageiros que tenham passado pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), todos os voos de passageiros com destino ao país e que transportem viajantes vindos dessas regiões deverão pousar exclusivamente no aeroporto internacional Washington-Dulles, localizado no estado da Virgínia.
A medida foi determinada pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, com o objetivo de concentrar os protocolos de saúde pública em um único ponto de entrada. O governo norte-americano informou que o aeroporto receberá reforço em triagens médicas, monitoramento de viajantes e ações preventivas contra a disseminação do vírus.

Entre os procedimentos previstos estão checagem de temperatura, rastreamento de contatos e monitoramento sanitário de passageiros potencialmente expostos ao vírus. As restrições valem para voos de passageiros que partirem após 23h59 do dia 20 de maio de 2026.
O DHS informou ainda que a regra não se aplica a voos cargueiros.
Além das medidas aeroportuárias, o Departamento de Estado dos EUA suspendeu temporariamente os serviços de emissão de vistos em embaixadas norte-americanas localizadas nos três países afetados pelo surto.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também adotou restrições adicionais nesta semana. A agência determinou que pessoas sem passaporte norte-americano que tenham estado nos países afetados recentemente poderão ser impedidas de entrar no território americano.
Surto preocupa autoridades internacionais
O atual surto de Ebola foi confirmado em 15 de maio no leste da República Democrática do Congo. Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já existem cerca de 600 casos suspeitos e ao menos 139 mortes investigadas relacionadas à doença.
Autoridades internacionais acreditam que o vírus circulava havia algum tempo antes de ser oficialmente identificado.
A variante em circulação é a Bundibugyo, considerada altamente contagiosa e capaz de provocar febre hemorrágica grave. Até o momento, foram confirmados dezenas de casos em províncias do Congo e também registros em Uganda.
As autoridades norte-americanas afirmam que as novas medidas têm caráter preventivo e poderão permanecer em vigor até novo posicionamento do governo federal.




