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Luciano Hang tem derrota na Justiça e será obrigado a fornecer novo benefício a funcionários da Havan

Por Pedro Silvini
22/05/2026
Em Geral
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havan

(Divulgação/Havan)

A Justiça do Trabalho de Mato Grosso determinou que uma unidade da Havan, localizada em Rondonópolis, disponibilize cadeiras com encosto para os vendedores da loja. A decisão liminar foi assinada no fim de abril após uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

A medida obriga a empresa do empresário Luciano Hang a fornecer assentos adequados para utilização durante as pausas de trabalho. Em caso de descumprimento, a varejista poderá receber multa de R$ 50 mil.

Segundo o MPT, a investigação foi baseada em fiscalização realizada em 2025, além de relatos de ex-funcionários que apontaram ausência de cadeiras nos setores de vendas e a obrigação de permanecer em pé durante toda a jornada.

De acordo com o órgão, trabalhadores relataram que ficar sentado poderia resultar em punições internas. O Ministério Público também pede condenação da empresa ao pagamento de R$ 500 mil por suposto dano moral coletivo.

Justiça aponta violação da CLT e riscos à saúde

Na decisão, a juíza Michelle Trombini Saliba, da 1ª Vara do Trabalho de Rondonópolis, afirmou que a prática compromete o bem-estar dos funcionários e viola normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Segundo a magistrada, a exigência de permanecer em pé durante toda a jornada pode provocar problemas ergonômicos, distúrbios osteomusculares e afastamentos relacionados à saúde ocupacional.

A decisão menciona o artigo 199 da CLT, que determina que empresas disponibilizem assentos adequados tanto para atividades realizadas sentadas quanto para trabalhadores que executam tarefas em pé, permitindo descanso durante pausas compatíveis com o serviço.

A juíza também destacou que a análise ergonômica apresentada pela empresa indicava a existência de assentos nos setores de vendas, mas fiscais do trabalho não encontraram cadeiras durante a inspeção.

Luciano Hang critica decisão judicial

Em entrevista ao portal ND Mais, Luciano Hang criticou a determinação e classificou a decisão como uma “decisão ideológica travestida de Justiça”.

“Nunca vi esse tipo de determinação sendo aplicada em supermercados, atacadistas ou lojas da concorrência. Parece que existe uma perseguição seletiva contra a Havan”, afirmou o empresário.

Hang também alegou que a liminar demonstra desconhecimento sobre o funcionamento do varejo e da dinâmica de atendimento aos clientes nas lojas.

“Quem conhece o varejo sabe como funciona a dinâmica de uma loja. Essa liminar cria uma narrativa completamente distante da realidade e passa uma imagem falsa sobre o ambiente de trabalho da Havan”, declarou.

Ministério Público defende pausas e alternância de postura

O procurador Eduardo Rodrigues do Nascimento, responsável pela ação em Rondonópolis, afirmou que o atendimento no varejo realmente exige que vendedores permaneçam em pé em alguns momentos, mas ressaltou que isso ocorre de forma intermitente.

Segundo ele, a alternância de posições e pausas organizadas por rodízio são medidas necessárias para evitar fadiga e problemas de saúde entre os trabalhadores.

O MPT destacou ainda que a Havan possui mais de 20 mil funcionários e cerca de 206 lojas espalhadas pelo país, fator considerado pelo órgão ao solicitar a indenização coletiva de R$ 500 mil.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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