Uma nova fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada nesta quarta-feira, dia 27. Ela investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A operação abrangeu Pernambuco, São Paulo, Paraíba e o Distrito Federal. O foco da investigação esteve em associações que aplicaram descontos não autorizados a aposentados e pensionistas. Fraudadores usaram métodos como biometria falsa para validar esses descontos.
As fraudes operaram entre 2019 e 2024, causando um prejuízo de R$ 6,3 bilhões. Durante esse período, aposentados enfrentaram descontos indevidos em seus contracheques, disfarçados como “mensalidade associativa”. Muitos só percebiam a ausência dos valores ao checar seus extratos de benefícios.
Como identificar descontos suspeitos
A verificação frequente do extrato é essencial para identificar irregularidades. Entre 2019 e 2024, muitos aposentados foram alvo dessas fraudes.
No aplicativo ou site Meu INSS, é importante verificar todos os descontos aplicados. Sinais de alerta incluem descontos como “mensalidade associativa” não reconhecida ou empréstimos consignados não contratados.
Além disso, é fundamental lembrar que o INSS nunca solicita dados pessoais via telefone, e-mail ou mensagens.
Caminhos da fraude
A operação revelou que o esquema não envolvia apenas descontos indevidos, mas também a disseminação do método fraudulento a outros grupos. Empresas de fachada ocultariam valores ilícitos, enquanto prejudicavam aposentados com serviços não prestados.
A operação “Sem Desconto” cumpriu mandados de busca e apreensão para desmantelar esses grupos. Investigações seguem para identificar todos os envolvidos, até mesmo dentro do INSS.



