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Autoridades fecham quase 20 fábricas de café por falsificação e má qualidade

Por Pedro Silvini
01/06/2026
Em Geral
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Safra Café

(Reprodução/Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Uma força-tarefa nacional contra a falsificação e adulteração de café resultou na apreensão de mais de 82 mil quilos de produtos irregulares e na interdição de 19 estabelecimentos ligados à produção e comercialização do produto no Brasil.

A operação ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio e teve como foco retirar do mercado itens vendidos como café puro, mas com suspeitas de baixa qualidade ou composição fora dos padrões exigidos pela legislação.

A ação foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, além de Procons estaduais e municipais e da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

As fiscalizações ocorreram simultaneamente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal.

Foto: (Reprodução/MAPA)

Alta do café impulsionou avanço dos chamados “cafés fake”

Ao todo, 84 locais foram fiscalizados, o que significa que aproximadamente um terço dos estabelecimentos vistoriados acabou interditado.

Segundo os órgãos envolvidos, o aumento expressivo no preço do café nos últimos meses contribuiu para o crescimento dos chamados “cafés fake”, produtos vendidos como café tradicional, mas que apresentam desconformidades ou ingredientes adicionados para ampliar artificialmente o volume comercializado.

Entre as irregularidades identificadas estão excesso de impurezas, presença de matérias estranhas e uso de ingredientes não autorizados, como milho e cevada.

Pelas regras brasileiras, o limite tolerado para impurezas naturais da lavoura, como fragmentos de cascas e paus, é de até 1%, sendo proibida qualquer adulteração intencional do produto.

Além de representar prejuízo financeiro para o consumidor, os órgãos alertam que armazenamento inadequado e matérias-primas fora dos padrões podem favorecer o surgimento de fungos e toxinas potencialmente prejudiciais à saúde.

Como o consumidor pode identificar possíveis fraudes

As autoridades reforçam que os casos encontrados são considerados pontuais e não representam a maior parte da produção nacional de café.

Para reduzir o risco de comprar produtos irregulares, especialistas e entidades do setor recomendam:

  • desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado;
  • verificar informações sobre fabricante, origem e composição na embalagem;
  • ler atentamente o rótulo;
  • observar termos como “bebida à base de café” ou “pó sabor café”, que podem indicar produtos diferentes do café puro;
  • buscar selos de qualidade reconhecidos.

A ABIC também disponibiliza o aplicativo ABICafé, que permite consultar informações do produto por meio do QR Code ou código de barras da embalagem.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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