Um voo da United Airlines que seguia de Nova York, nos Estados Unidos, para Palma de Maiorca, na Espanha, foi obrigado a retornar ao aeroporto de origem após um alerta de segurança provocado pelo nome de um dispositivo Bluetooth identificado a bordo. O incidente gerou apreensão entre os cerca de 200 passageiros e mobilizou protocolos de emergência da aviação americana.
O caso ocorreu no último sábado (30), quando a tripulação foi informada sobre a presença de um dispositivo Bluetooth com uma identificação associada à palavra “bomba”. Diante da possibilidade de uma ameaça à segurança da aeronave, os pilotos acionaram o código 7700, utilizado internacionalmente para indicar emergência geral.
O voo UA236 era operado por um Boeing 767 e já estava sobre o Oceano Atlântico, a aproximadamente 32 mil pés de altitude, quando a decisão de retornar ao Aeroporto Internacional Newark Liberty foi tomada.
Segundo gravações das comunicações do controle de tráfego aéreo, a aeronave precisaria passar por uma inspeção completa de segurança após o pouso.
Em um dos áudios, um agente informa que um dispositivo Bluetooth identificado por uma palavra considerada sensível havia motivado a adoção dos protocolos de ameaça de bomba. Como consequência, seria necessária a inspeção total da aeronave, incluindo o compartimento de cargas.
Ao retornar a Newark, os passageiros foram orientados a desembarcar levando apenas passaporte e telefone celular, enquanto equipes de segurança realizavam as verificações.
Dispositivo pertencia a adolescente
As investigações posteriores apontaram que o suposto alerta estava relacionado a uma caixa de som portátil pertencente a um adolescente de 16 anos.
De acordo com as autoridades, o aparelho havia sido renomeado com a palavra que desencadeou o protocolo de emergência. Ainda não foi esclarecido se a alteração foi uma brincadeira, uma provocação deliberada ou apenas uma configuração antiga do dispositivo.
Nenhum explosivo ou material suspeito foi encontrado durante as buscas.
Passageiros enfrentaram horas de atraso
Após a conclusão das inspeções e a liberação da aeronave pelas autoridades, os passageiros passaram novamente pelos procedimentos de segurança antes de embarcarem.
A companhia aérea informou que o voo prosseguiu para Palma de Maiorca utilizando a mesma aeronave, mas com uma nova tripulação, já que os limites de jornada da equipe original haviam sido ultrapassados.
O episódio provocou um atraso superior a nove horas na chegada ao destino final.
Regras rígidas após ameaças aéreas
Especialistas destacam que qualquer referência a bombas, explosivos ou ameaças semelhantes em aeroportos e aeronaves é tratada com máxima seriedade pelas autoridades de aviação civil, independentemente de haver indícios concretos de perigo.
Por esse motivo, mesmo um simples nome exibido em um dispositivo Bluetooth pode desencadear protocolos de emergência, inspeções completas e interrupções operacionais, como ocorreu neste caso.




