Nesta quarta-feira (3), uma greve geral interrompeu diversos serviços em Portugal, desde serviços de transporte, voos e até mesmo escolas. É a segunda greve geral que acontece no país em menos de seis meses. A primeira greve aconteceu em dezembro do ano passado e foi a primeira paralisação geral no país desde os protestos contra a austeridade lá em 2013.
Essa nova greve geral no país está acontecendo em protesto contra os planos de reforma trabalhista do governo. A paralisação foi convocada por Tiago Oliveira, o presidente da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses).
Proposta pelo governo de centro-direita de Portugal, com apoio do partido de extrema direita Chega, o projeto em questão altera mais de 100 artigos de Código do Trabalho, “visando aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento, após o fracasso das negociações com os sindicatos”, segundo a CNN Brasil.
Segundo o presidente da CGTP, a reforma desregulamenta a jornada de trabalho, facilita demissões e restringe direitos de greve e proteção parental. Um exemplo é que os trabalhadores poderiam ter que trabalhar até 50 horas (!) por semana sem pagamento adicional, ao invés das 40 horas padrão no país atualmente.
Para o bancário Rodrigo Azevedo, de 30 anos, esse pacote representa uma “grande ameaça” tanto para jovens trabalhadores quanto para o presente do país.
Impactos da greve em Portugal
A CP, empresa ferroviária estatal do país, fechou o metrô de Lisboa, suspendeu trens de longa distância e também a maioria dos trens regionais. As escolas do país também fecharam por falta de pessoal e hospitais tiverem que adiar cirurgias e consultas por causa da falta de enfermeiros. A TAP, companhia área de Portugal, anunciou que operaria apenas 79 entre os mais de 300 voos diários da empresa.



