Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto acabando com a escala de trabalho 6×1 e diminuindo a jornada semanal de 44 para 40 horas. Lembrando que o projeto ainda precisa ser aprovado do Senado para valer. Em meio ao trâmite do projeto, a questão da produtividade do trabalho começou a ser mais discutida em todo o país.
Para muitas pessoas que são contra esse projeto, diminuir o número de horas semanais de trabalho necessariamente diminuiria a produtividade dos funcionários e, consequentemente, produziria menos riqueza para o país. Mas existem dados que desafiam esse argumento.
O México trabalha, em média, mais de 2,1 mil horas por ano. Por outro lado, a Alemanha trabalha cerca de 1.340 horas anuais, uma diferença de mais de 700 horas (o equivalente a quase quatro messes inteiros de trabalho). Ainda assim, um hora de trabalho na Alemanha gera mais de três vezes o valor produzido no México.
Segundo o ND+, essa mudança ajuda a explicar por que países ricos estão apostando em diminuir suas jornadas de trabalho sem perder produtividade (muito pelo contrário).
Países ricos estão investindo na diminuição de horas semanais
Países como Luxemburgo, Irlanda, Noruega, Dinamarca, Holanda e Alemanha aparecem com frequência entre as maiores economias do planeta, graças ao seu investimento em tecnologia, inovação, infraestrutura, gestão e educação.
Um exemplo de destaque é a Islândia. O país realizou uma das maiores reduções de jornada de trabalho do mundo. Cinco anos depois, quase 90% da força de trabalho do país opera sob algum modelo de jornada reduzida e o país tem uma das menores taxas de desemprego da Europa, além de ter registrado um crescimento econômico acima da média do continente.
“O caso islandês não significa que reduzir jornadas automaticamente gera prosperidade. A conclusão correta é outra: quando a produtividade é elevada, a redução da jornada deixa de ser uma ameaça econômica e passa a ser uma consequência natural do desenvolvimento”, analisa o ND+.




