O número de brasileiros que vivem de aposentadorias e pensões continua crescendo. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 29,3 milhões de pessoas receberam esse tipo de rendimento em 2025, o equivalente a 13,8% da população do país. O valor médio pago foi de R$ 2.697 por mês, alta de 2,1% em relação ao ano anterior.
Apesar disso, milhões de segurados recebem apenas um salário mínimo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), muitas vezes por falhas cadastrais, períodos de contribuição não considerados ou falta de planejamento previdenciário. Especialistas apontam que existem medidas legais capazes de aumentar o valor do benefício, tanto antes quanto após a concessão da aposentadoria.
O primeiro passo recomendado é analisar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne todo o histórico de vínculos empregatícios e contribuições do trabalhador.
Em diversos casos, períodos de atividade profissional deixam de ser contabilizados pelo sistema. Entre os exemplos estão trabalhos como menor aprendiz, atividades rurais, períodos exercidos no exterior e vínculos que apresentam inconsistências cadastrais.
Caso alguma informação esteja ausente, o segurado pode solicitar a correção junto ao INSS mediante apresentação de documentos que comprovem a atividade exercida.
Regras de transição exigem análise cuidadosa
Após a reforma da Previdência de 2019, diferentes regras de transição passaram a coexistir.
Entre elas estão o pedágio de 100%, o pedágio de 50%, a idade progressiva e a regra dos pontos. Cada modalidade possui critérios próprios e pode gerar resultados bastante diferentes no valor final da aposentadoria.
A escolha inadequada da regra pode representar perdas financeiras permanentes ao segurado.
Trabalho informal também pode contar
Quem exerceu atividade informal ao longo da vida profissional também pode ter direito ao reconhecimento desse período para fins previdenciários.
A regularização pode ocorrer diretamente no INSS ou por meio de uma ação na Justiça do Trabalho para reconhecimento do vínculo empregatício, seguida da averbação do período no sistema previdenciário.
Para trabalhadores autônomos e profissionais liberais, o valor da contribuição influencia diretamente o benefício futuro.
Quem contribui pela alíquota simplificada de 11% tem acesso apenas à aposentadoria por idade e encontra limitações em algumas modalidades de cálculo. Já a contribuição de 20% amplia as possibilidades previdenciárias e pode resultar em benefícios mais elevados.
Antes de alterar a forma de contribuição, no entanto, é recomendada uma simulação para verificar o impacto financeiro da decisão.
Planejamento previdenciário pode aumentar renda
Especialistas destacam que solicitar a aposentadoria assim que os requisitos mínimos são alcançados nem sempre representa a melhor escolha financeira.
Em muitos casos, permanecer contribuindo por mais algum tempo pode resultar em uma renda mensal maior.
O planejamento previdenciário permite simular diferentes cenários, identificar a melhor data para o pedido e avaliar qual regra de aposentadoria oferece o benefício mais vantajoso.
As normas previdenciárias continuam sendo ajustadas ao longo dos anos, especialmente nas regras de transição criadas após a reforma de 2019.
Por isso, especialistas recomendam que trabalhadores próximos da aposentadoria acompanhem as alterações legais e realizem revisões periódicas de seu planejamento previdenciário.




