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Atlético-MG acertou a contratação do melhor goleiro da Copa do Mundo; relembre a história

Por Pedro Silvini
15/06/2026
Em Geral
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atlético-mg futebol clube jogador

Foto: (Divulgação/Atlético-MG)

Muito antes de Victor, Everson e João Leite se consolidarem como referências da meta atleticana, o Atlético-MG contou com um goleiro que carregava um feito único em sua história. Contratado em 1972, o uruguaio Ladislao Mazurkiewicz desembarcou em Belo Horizonte após ser reconhecido pela Fifa como o melhor goleiro da Copa do Mundo de 1970, disputada no México.

Filho de imigrantes poloneses e nascido no Uruguai, o arqueiro chegou ao clube mineiro cercado de prestígio e rapidamente se tornou um dos jogadores mais admirados pela torcida alvinegra. Entre 1972 e 1974, disputou 89 partidas pelo Galo e entrou para o Hall da Fama do Atlético.

Mazurkiewicz viveu o auge da carreira defendendo a seleção uruguaia na Copa do Mundo de 1970. Na semifinal diante do Brasil, protagonizou um dos lances mais marcantes da história dos Mundiais.

Aos 17 minutos do segundo tempo, Pelé deixou a bola passar sem tocá-la, driblando o goleiro uruguaio em um movimento que ficou eternizado como o “gol que Pelé não fez”. O camisa 10 brasileiro, no entanto, finalizou para fora após contornar o arqueiro.

Apesar da derrota por 3 a 1 para a seleção brasileira, Mazurkiewicz teve grande desempenho ao longo do torneio e acabou reconhecido como o melhor goleiro daquela edição da Copa do Mundo, um feito que nenhum outro jogador que atuou pelo Atlético conseguiu repetir.

Além do Mundial de 1970, o uruguaio participou das Copas de 1966 e 1974 e conquistou a Copa América de 1967 com a Celeste.

Carreira vitoriosa antes de chegar ao Galo

Revelado pelo Racing Club de Montevidéu, Mazurkiewicz construiu grande parte da carreira no Peñarol, clube pelo qual conquistou três Campeonatos Uruguaios, uma Copa Libertadores em 1966, a Copa Intercontinental do mesmo ano diante do Real Madrid e a Recopa dos Campeões Intercontinentais de 1969.

Sua capacidade de posicionamento, os reflexos rápidos e a coragem nas saídas do gol compensavam a estatura considerada baixa para a posição, 1,78 metro, rendendo ao goleiro o apelido de “El Chiquito”.

Foto: (Reprodução/Atlético MG)

O Atlético, campeão brasileiro em 1971, buscava reforços de peso para manter o protagonismo nacional. A diretoria comandada por Nelson Campos iniciou negociações com Mazurkiewicz no começo de 1972, mas o acordo quase fracassou em mais de uma oportunidade.

Segundo registros históricos do Centro Atleticano de Memória, divergências financeiras e questões envolvendo impostos chegaram a interromper as conversas. No entanto, o uruguaio acabou aceitando a proposta final, sendo oficialmente apresentado em fevereiro daquele ano.

Idolatria sem títulos

Embora não tenha conquistado troféus com a camisa atleticana, Mazurkiewicz se transformou em um dos jogadores mais respeitados da história do clube. Em uma época marcada pelo forte time do Cruzeiro, o Galo acabou acumulando vice-campeonatos estaduais e não repetiu a conquista nacional de 1971.

Foto: (Reprodução/Atlético MG)

Ainda assim, as defesas decisivas e a segurança transmitida pelo uruguaio fizeram dele um ídolo da torcida. Em 89 partidas pelo Atlético, sofreu 85 gols, mantendo média inferior a um gol por jogo.

Sua despedida aconteceu em outubro de 1974, justamente em um clássico contra o Cruzeiro, encerrado em empate sem gols. Ao deixar o gramado, foi aplaudido pelas duas torcidas.

Últimos anos e legado

Após deixar Belo Horizonte, Mazurkiewicz atuou pelo Granada, da Espanha, além de passar por clubes do Chile e da Colômbia. Em 1981, retornou ao Peñarol, onde conquistou mais um Campeonato Uruguaio antes de encerrar a carreira.

Ladislao Mazurkiewicz morreu em 2 de janeiro de 2013, em Montevidéu, aos 67 anos, em decorrência de complicações renais. Na ocasião, o Atlético-MG prestou homenagens ao ex-goleiro, considerado até hoje um dos maiores nomes estrangeiros que já defenderam a camisa alvinegra.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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