A escalada de Elon Musk ao topo do ranking global de bilionários ganhou um novo capítulo neste mês, quando sua fortuna pessoal ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 trilhão de dólares. O feito foi impulsionado pela estreia da SpaceX no mercado de capitais, que entrou em bolsa avaliada em cerca de 2 trilhões de dólares e elevou o patrimônio do empresário a um nível inédito na história da humanidade.
O recorde, porém, não resistiu ao teste do tempo. Em menos de duas semanas, as ações da fabricante de foguetes perderam força e passaram a cair, em um movimento que contaminou todo o setor de tecnologia.
A Tesla, também controlada por Musk, sentiu o impacto e viu seu valor de mercado recuar junto com a SpaceX. No acumulado, a perda conjunta das duas empresas chegou a cerca de 1 trilhão de dólares em valor de mercado.
Musk deixou de ser classificado como trilionário
Com a desvalorização, Musk deixou de ser classificado como trilionário e viu seu patrimônio líquido ser reduzido para 957 bilhões de dólares, conforme o Índice de Bilionários da Bloomberg.
Em apenas dois pregões, sua carteira encolheu aproximadamente 250 bilhões de dólares, o que equivale a mais de 1,3 trilhão de reais. Para efeito de comparação, esse montante é superior ao dobro do valor de mercado da Petrobras, atualmente a maior empresa listada na bolsa de valores brasileira.
Apesar do tombo, o magnata mantém uma liderança folgada sobre os demais bilionários. Ele é quase quatro vezes mais rico que Larry Page, cofundador do Google, que figura na segunda posição com 297 bilhões de dólares. Sergey Brin, também do Google, aparece em terceiro com 276 bilhões de dólares.
O episódio serve como um lembrete da volatilidade do mercado de tecnologia, onde fortunas podem ser construídas e desmontadas em questão de dias.




