Canetas emagrecedoras disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde)? Isso ainda não é uma realidade… mas está um passo mais perto de ser. Na última sexta-feira (26), como já havia sido anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, começou um estudo com um grupo de 250 pacientes no Grupo Hospitalar Conceição (GCH), em Porto Alegre. Todos os pacientes sofrem de obesidade grave, com indicação para cirurgia bariátrica, e já são atendidos pelo GCH.
Para participar do estudo, os pacientes tiveram que comprovar o diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e falha documentada no tratamento clínico convencional (dietas estruturas e prática regular de atividade física) por pelo menos dois meses. Eles também precisaram comprovar que podiam aplicar as canetas ou que tinham um cuidador para esse procedimento.
Na manhã desta sexta (26), foi dada a largada para o estudo com um dos pacientes recebendo a primeira aplicação. O estudo, que será feito ao longo de dois anos, vai avaliar indicadores como segurança, efetividade, impacto clínico e o custo do uso de medicamentos à base de semaglutida no tratamento de obesidade no sistema público.
Canetas no SUS podem ajudar a diminuir fila da bariátrica
“É possível que tenha impactos econômicos positivos, como reduzir fila de cirurgia bariátrica, reduzir complicações cardíacas relacionadas à obesidade e ao diabetes. Não vemos as canetas como milagres estéticos e nem como uma solução única para o problema da obesidade”, afirmou Padilha em entrevista ao jornal O Globo na mesma semana.
Ainda segundo o Globo, dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram uma queda de 18% nas bariátricas da rede privada em 2024 em comparação ao ano anterior. Essa queda provavelmente pode ser explicada, ao menos parcialmente, pelo aumento da popularidade das canetas emagrecedoras.




