Carlo Ancelotti iniciou uma nova fase à frente da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo. No duelo diante do Japão, pelo mata-mata do torneio, o treinador repetiu pela primeira vez a mesma escalação de uma partida anterior, encerrando um ciclo que havia marcado seus primeiros meses no comando da equipe.
Desde que assumiu a Seleção, em junho de 2025, o técnico italiano havia promovido alterações em todas as formações iniciais. Contra os japoneses, no entanto, optou por manter os mesmos 11 jogadores que iniciaram a vitória sobre a Escócia, demonstrando confiança na evolução do time.
A decisão representou uma mudança de postura após uma sequência de testes e ajustes realizados ao longo dos primeiros 15 jogos de Ancelotti no comando da equipe nacional.
A formação repetida manteve a dupla de ataque composta por Vinicius Júnior e Rayan, além de um meio-campo organizado em losango, com Casemiro como volante, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá mais avançados e Matheus Cunha completando o setor ofensivo.
Antes da partida, Ancelotti explicou a opção por preservar a equipe.
“Jogaram bem e se pode repetir o mesmo jogo, a mesma atitude e a mesma qualidade. Estamos preparados. É um jogo que exige muito, mas a equipe pode fazer um bom jogo”, afirmou em entrevista.
O treinador também destacou que a estratégia previa alternar momentos de pressão alta com linhas mais compactas e reforçou a importância das jogadas de bola parada diante da qualidade do adversário.

Virada garantiu classificação
Dentro de campo, o Brasil encontrou dificuldades diante do Japão e saiu atrás no placar, mas conseguiu reagir na etapa final para vencer por 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli, garantindo a classificação para a fase seguinte da Copa do Mundo.
Após o confronto, Ancelotti avaliou que o sofrimento faz parte do futebol e reconheceu que a equipe precisou corrigir problemas apresentados no primeiro tempo.
Segundo o treinador, a ideia inicial era explorar os espaços entre as linhas da defesa japonesa, estratégia que acabou neutralizada pela forte marcação adversária. No intervalo, a comissão técnica alterou a forma de atacar, passando a utilizar mais cruzamentos e jogadas pelos lados.
Ancelotti também afirmou que a Seleção ainda precisa evoluir nas cobranças de escanteio, destacando que o elenco possui boa estatura e pode aproveitar melhor as bolas paradas ofensivas.
Números do treinador
A vitória sobre o Japão representou o 10º triunfo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira em 16 partidas disputadas.
Desde a estreia, em junho de 2025, o Brasil soma 10 vitórias, três empates e três derrotas, com 35 gols marcados e 13 sofridos.




