Você provavelmente já ouviu falar que em países asiáticos, como a Coreia do Sul, comer carne de cachorro é um costume — informação que costuma render muitos xingamentos xenofóbicos para esses países. Porém, a Coreia do Sul está tentando diminuir esse costume e até aprovou uma lei proibindo a criação, o abate e a venda de cães para carne. Apesar de ter sido aprovada em 2024, essa lei entra em vigor apenas em fevereiro do ano que vem.
A carne de cachorro é popular entre pessoas mais velhas e em áreas rurais do país, mas foi perdendo espaço entre os jovens sul-coreanos que veem cães como animais de estimação (mais alinhados à nossa visão ocidental).
Mesmo que a lei ainda não tenha entrado em vigor, o governo sul-coreano já está incentivando o fechamento de vários desses locais de abate. De acordo com a AFP (Agence France-Presse), dados do governo indicam que, em 2024, entre 400 mil e 450 mil cães eram criados para carne. Atualmente, o Ministério da Agricultura estima que esse número caiu para em torno dos 20 mil.
O que aconteceu com esses cachorros que não foram abatidos para a venda de carne?
Para ajudar os criadores nessa transição, o governo ofereceu até 600 mil wones (algo em torno de R$ 2 mil) por cada cachorro que não for abatido. No entanto, o governo não rastreia o que acontece com esses animais “descartados” pelas casas de abate. “Nossa função é verificar se os cães não estão nas fazendas ou nos matadouros antes de entregar a compensação. Não nos envolvemos no que acontece com os cães”, afirmou um fiscal à AFP.
Grupos de bem-estar animal e ex-criadores acreditam que esses animais que não foram para o abate para a venda de carne acabara sendo sacrificados de qualquer forma. “Se muitos cães resgatados tivessem entrado em programas de adoção, grupos de defesa animal como o nosso saberiam”, afirmou Kim Young-hwan, da organização CARE.




