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Criatura marinha da Antártida elimina o câncer de pele em testes e anima cientistas

Por Pedro Silvini
05/07/2026
Em Geral
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criatura antartica

Foto: (Reprodução/Sam Affoullouss/USF)

Uma descoberta feita nas águas geladas da Antártida pode abrir caminho para um novo tratamento contra o melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida (USF), nos Estados Unidos, identificaram uma substância produzida por bactérias presentes em pequenos organismos marinhos que conseguiu eliminar células cancerígenas em testes realizados com camundongos, sem provocar efeitos tóxicos nos animais.

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Apesar dos resultados promissores, os cientistas alertam que a pesquisa ainda está em fase inicial e que serão necessários novos estudos para comprovar a segurança e a eficácia da substância antes do início de testes clínicos em seres humanos.

A descoberta é resultado de uma expedição científica de seis semanas realizada na Antártida. Durante a missão, pesquisadores coletaram amostras de ascídias, pequenos invertebrados marinhos conhecidos popularmente como “esguichos-do-mar”, que vivem fixados no fundo do oceano em águas extremamente frias.

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Segundo os pesquisadores, esses organismos abrigam bactérias capazes de produzir compostos tóxicos utilizados como mecanismo natural de defesa contra predadores e doenças. Foi justamente uma dessas toxinas que chamou a atenção da equipe.

De acordo com o professor de química Bill Baker, da USF, os testes demonstraram que o composto conseguiu destruir células de melanoma em camundongos sem afetar os animais.

“O composto eliminou o câncer, mas não prejudicou os camundongos”, explicou o pesquisador. Segundo ele, essa seletividade representa uma característica essencial para o desenvolvimento de medicamentos, já que o objetivo é atacar apenas as células doentes, preservando os tecidos saudáveis.

Longo caminho até um possível medicamento

Embora os resultados sejam considerados animadores, os próprios pesquisadores ressaltam que ainda há um extenso processo pela frente antes que a substância possa se transformar em um tratamento disponível para pacientes.

A equipe precisa produzir quantidades maiores do composto para ampliar os estudos em animais, testar sua eficácia em outros modelos experimentais e comprovar sua segurança. Somente após essas etapas poderão ser autorizados os primeiros ensaios clínicos em humanos, processo que costuma levar vários anos e depende da aprovação de órgãos reguladores.

Foto: (Reprodução/Sam Affoullouss/USF)

Atualmente, os cientistas também investigam a composição genética, química e biológica das ascídias para compreender exatamente como o composto é produzido e de que forma ele atua contra as células cancerígenas.

Melanoma causa milhares de mortes todos os anos

O melanoma é considerado a forma mais grave de câncer de pele devido à alta capacidade de se espalhar para outras partes do organismo. Estimativas internacionais apontam que cerca de 57 mil pessoas morrem anualmente em decorrência da doença, número que pode chegar a 96 mil mortes por ano até 2040, caso a tendência de crescimento seja mantida.

As maiores taxas da doença são registradas entre pessoas de pele clara, especialmente na Austrália, Nova Zelândia e países da Europa Ocidental.

Os pesquisadores destacam que a biodiversidade da Antártida continua sendo uma importante fonte de compostos naturais com potencial farmacêutico.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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