Durante muitos anos, foi uma grande dúvida dos cientistas se existia algum oceano ou pelo menos água em estado líquido fora da Terra. Há mais de dez anos, essa dúvida foi respondida. E, como você já consegue imaginar pelo título, a resposta é sim. Em 2015, a Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, divulgou que cientistas que usavam o Telescópio Espacial Hubble confirmaram a existência de um oceano, coberto por uma crosta superficial de gelo, em uma das luas de Júpiter, Ganímedes.
Júpiter é o sexto planeta do nosso sistema solar, logo depois do nosso vizinho Marte.

O oceano em Júpiter
Apesar de fascinante, a descoberta dos cientistas do Hubble não veio “do nada”. A nave Galileo, que cumpriu uma missão exploratória ao redor do planeta e de suas luas entre 1995 e 2003, já tinha fornecido pistas sobre a existência de um oceano abaixo da superfície de Ganímedes. Na mesma época em que confirmaram esse oceano, cientistas também afirmaram que outra lua do planeta, a Encélado, possui correntes quentes de água embaixo da sua superfície gelada.
Assim como a Terra, Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético. No caso dessa lua, o seu campo magnético é amalgamado ao de Júpiter. “O campo magnético de Júpiter se altera com sua rotação, agitando as auroras de Ganímedes. Cientistas mediram tais movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostravam mais restritos do que deveriam”, explica a Exame.
Com modelos gerados por computador, os cientistas descobriram que o motivo por trás disso seria um oceano salgado, capaz de conduzir eletricidade, que se contrapunha à atração magnética de Júpiter, reduzindo a agitação.




