A iminente chegada de um El Niño de intensidade moderada a forte no segundo semestre alerta para a ocorrência de eventos climáticos extremos em diversas regiões do país. Projeções da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) indicam uma probabilidade superior a 80% de consolidação do fenômeno no início do inverno, com o índice de previsibilidade atingindo 96% até o encerramento do ano.
O evento, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico devido ao enfraquecimento dos ventos alísios, altera a circulação atmosférica em escala global.
Impacto no Brasil
O impacto geográfico no território nacional deve apresentar variações significativas entre as regiões. Enquanto os padrões históricos associam o fenômeno à seca severa nas porções Norte e Nordeste, as modelagens meteorológicas atuais sinalizam um comportamento atípico para o Centro-Sul. A projeção aponta para um aumento expressivo da umidade e precipitações acima da média histórica em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A região Sul do país enfrenta o cenário de maior vulnerabilidade para o período, com previsão de chuvas frequentes e volumosas. Esse acúmulo hídrico eleva substancialmente o potencial para enchentes e alagamentos recorrentes nas bacias locais.
Cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) projetam que a configuração climática do ciclo 2026/2027 reúne condições para se consolidar como uma das mais intensas registradas na história moderna.




