Três estados da Região Sul permanecem sob alerta vermelho de grande perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para esta quinta-feira (2). O aviso abrange áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde são esperados volumes extremos de chuva, capazes de provocar alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas.
O alerta começou às 10h de quarta-feira (1º) e segue válido até as 10h desta quinta-feira. Segundo o Inmet, a previsão é de precipitações superiores a 60 milímetros por hora ou mais de 100 milímetros ao longo do dia, cenário considerado de risco elevado para a população em áreas vulneráveis.
O aviso vermelho contempla áreas da Serra, Vale do Itajaí, Oeste e Grande Florianópolis, em Santa Catarina; regiões do sudoeste, centro-sul e sudeste do Paraná; além do norte, nordeste e da Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Além do alerta máximo, o Inmet mantém um alerta de perigo para tempestades em outras áreas da Região Sul. Nesses locais, a previsão indica chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, acompanhada de ventos entre 60 e 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.
O instituto também alerta para riscos de interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores, danos em plantações e novos pontos de alagamento.
Há ainda um terceiro aviso, classificado como perigo potencial, para uma área mais ampla da região. Nesse caso, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo, com menor potencial para danos.
Julho terá mais chuva e frio intenso em várias regiões
Meteorologistas também projetam um mês de julho com condições diferentes do padrão climático normalmente observado no Brasil. A expectativa é de que novas massas de ar polar avancem sobre o país nas próximas semanas, mantendo as temperaturas baixas e favorecendo episódios de geada, principalmente no Sul.
Ao mesmo tempo, os modelos meteorológicos indicam um padrão de chuva mais abrangente do que o habitual para esta época do ano. Além da Região Sul, os maiores volumes devem alcançar áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, incluindo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Segundo especialistas, a mudança está associada ao início do fenômeno El Niño, confirmado em junho pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).




