O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que pretende preservar o Pix como sistema nacional de pagamentos caso seja eleito. Em documento enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e em declarações públicas, o parlamentar disse que defenderá a ferramenta brasileira, mas propôs que ela não seja integrada a sistemas internacionais de compensação financeira considerados fora da esfera ocidental.
A manifestação ocorre em meio às discussões envolvendo o Pix e às investigações conduzidas pelo governo norte-americano sobre práticas comerciais brasileiras.
No documento encaminhado ao USTR, Flávio Bolsonaro defende um compromisso legislativo para impedir que o Pix seja conectado a mecanismos de liquidação transfronteiriça não ocidentais.
Segundo o senador, essa medida serviria como um sinal de segurança aos Estados Unidos diante das preocupações levantadas sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
No mesmo texto, ele argumenta que o Pix não substitui integralmente os cartões de crédito e débito nem outros instrumentos privados de pagamento, destacando que essas modalidades continuam oferecendo serviços como crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas comerciais e mecanismos de estorno.
Senador diz que viajará aos Estados Unidos para defender o sistema
Durante participação no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, realizado no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro afirmou que viajará aos Estados Unidos para defender o Pix.
Segundo ele, a iniciativa ocorre porque considera que o governo brasileiro não estaria protegendo adequadamente os interesses do país nas negociações comerciais.
O senador declarou que o sistema de pagamentos “é do Brasil” e afirmou que pretende defender sua continuidade sem cobrança de taxas, além de rebater críticas feitas ao mecanismo no exterior.
Pix segue como principal meio de pagamento do país
Enquanto o debate ganha dimensão política, o Pix continua ampliando sua participação no sistema financeiro brasileiro.
Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que o sistema registrou 30,1 bilhões de transações em 2025, crescimento de 20% em relação ao ano anterior. O levantamento também aponta que 83% de todas as operações bancárias realizadas no Brasil já ocorrem por canais digitais, como aplicativos e internet banking.
Criado pelo Banco Central, o Pix consolidou-se como o principal meio de pagamento eletrônico do país por permitir transferências instantâneas durante 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados, sem necessidade de informar todos os dados bancários a cada operação.




