O novo sistema de controle de fronteiras da União Europeia, que substituiu o carimbo manual nos passaportes por um registro digital de dados biométricos, tem causado longas filas e atrasos em aeroportos de diversos países do bloco.
Desde que a ferramenta, chamada Sistema de Entrada e Saída, entrou em operação plena em abril, viajantes de fora da UE precisam registrar rostos e impressões digitais ao entrar e ao sair do território europeu. Nas redes sociais, passageiros têm compartilhado relatos de espera que chegam a horas e imagens de filas que se estendem para fora dos terminais, com alguns perdendo seus voos.
5 horas de fila
A situação se agravou com a chegada do verão no Hemisfério Norte, período de alta temporada turística. A entidade que representa os aeroportos europeus classificou o cenário como crítico e informou que o tempo de processamento aumentou significativamente, com filas que podem atingir cinco horas nos horários de pico.
A perspectiva é que cerca de 40 milhões de passageiros adicionais circulem pelos aeroportos em julho e agosto, o que deve elevar ainda mais a pressão sobre o sistema.
Comissão Europeia defendeu a iniciativa
A Comissão Europeia defendeu a iniciativa em nota, afirmando que o objetivo é reforçar a segurança nas fronteiras sem prejudicar viajantes legítimos. O porta-voz Markus Lammert declarou que todos os esforços estão sendo feitos para reduzir o impacto sobre passageiros de fora do bloco.
Apesar disso, o setor aéreo tem criticado a implementação. O diretor de operações da Ryanair, maior companhia aérea da Europa, afirmou que a ferramenta não está preparada para o volume esperado no verão e que os viajantes não deveriam servir de cobaias.








