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Cientistas alertam brasileiros sobre primeira “tragédia” causada pelo Super El Niño

Por Pedro Silvini
17/07/2026
Em Geral
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el nino fenomeno tempo

Foto: (Reprodução/Instagram/@hojepelomundo)

O Brasil começa a sentir os primeiros efeitos associados ao fortalecimento do El Niño, fenômeno climático que, segundo projeções internacionais, tem 81% de probabilidade de atingir a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026.

Os primeiros reflexos já aparecem no Sul. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma onda de tempestades impulsionada pelas condições atmosféricas favoráveis começou a atuar nesta quinta-feira (16), inicialmente sobre o Rio Grande do Sul, com tendência de avanço para outras áreas da Região Sul nos próximos dias.

O alerta sobre a intensidade do fenômeno foi divulgado pelo Centro de Previsão Climática (CPC), vinculado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Além dos modelos meteorológicos, pesquisadores identificaram uma forte interação entre a atmosfera e as águas do Oceano Pacífico, cenário que aumenta a possibilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027.

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Sul concentra maior risco de temporais e enchentes

A principal preocupação dos meteorologistas está voltada para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que devem registrar volumes de chuva acima da média nos próximos meses.

No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil e o Inmet emitiram diversos alertas para temporais, ventos intensos, granizo e possibilidade de formação de tornados entre sexta-feira (17) e domingo (19). O período mais crítico deve ocorrer entre a noite de sexta-feira e o sábado (18), quando uma frente de instabilidade mais organizada avança sobre o estado.

Os acumulados de chuva podem variar entre 30 e 150 milímetros ao longo do período, mas, em algumas localidades, os volumes podem alcançar até 200 milímetros durante o fim de semana. Há previsão de precipitações entre 30 mm e 60 mm por hora, com registros que podem chegar a 100 milímetros em apenas um dia.

chuva ventos
(Reprodução/Adobe Stock)

As rajadas de vento devem variar entre 60 km/h e 100 km/h durante os temporais, enquanto ventos entre 70 km/h e 90 km/h também podem ocorrer mesmo fora das áreas de chuva. O cenário aumenta o risco de alagamentos, enxurradas, rápida elevação de rios, deslizamentos, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A Defesa Civil também destaca a possibilidade de granizo de grande porte e condições atmosféricas favoráveis à formação de tornados, principalmente entre sexta-feira e sábado.

O novo episódio de instabilidade ocorre poucos dias após temporais atingirem Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O município, ainda em processo de recuperação das enchentes históricas de 2024, registrou recentemente mais de 100 residências destelhadas e cerca de 400 pessoas desalojadas.

El Niño deve provocar extremos climáticos em diferentes regiões

Os impactos do fenômeno não serão iguais em todo o país. Enquanto o Centro-Sul deve enfrentar excesso de chuva, regiões do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste tendem a registrar redução das precipitações e temperaturas acima da média.

Segundo as projeções climáticas, algumas áreas do Centro-Norte brasileiro poderão registrar temperaturas próximas ou superiores a 40°C entre outubro e dezembro.

O aquecimento das águas do Pacífico também preocupa os especialistas por favorecer eventos extremos, como ondas de calor, tempestades mais intensas e períodos prolongados de estiagem.

Calor aumenta preocupação com queimadas

Além das chuvas intensas no Sul, o Super El Niño também deve elevar o risco de incêndios florestais em parte do país.

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre, sul do Amazonas, sul do Pará e áreas da região do Matopiba estão entre os locais com maior potencial para queimadas durante o período seco.

A combinação entre altas temperaturas, baixa umidade e vegetação ressecada favorece a rápida propagação do fogo, ampliando o risco ambiental e exigindo atenção das autoridades.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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