A multinacional Parker Hannifin anunciou, em 17 de julho, o fechamento de sua fábrica em Jacareí, São Paulo, que emprega cerca de 100 trabalhadores. Essa decisão inesperada, divulgada ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, gerou surpresa, pois a empresa registrou um significativo lucro no primeiro trimestre do ano.
A unidade, que há mais de cinco décadas produzia válvulas para os setores agrícola e de máquinas, encerrará suas atividades como parte de uma estratégia de otimização operacional.
Fechamento de unidade lucrativa
Mesmo frente a uma lucratividade, com um lucro líquido ajustado de US$ 1 bilhão no início de 2026, a Parker Hannifin justificou o fechamento com a busca por eficiência e a transferência de recursos para localizações mais estratégicas. A justificativa gerou preocupações não apenas entre os trabalhadores, mas também entre representantes sindicais. A decisão não foi precedida por negociações, o que intensificou as reações à medida.
A empresa, que iniciou suas operações no Brasil em 1971 com a produção de vedações de borracha, expandiu ao longo dos anos, consolidando-se em diversos segmentos da indústria. Agora, encerra essa longa trajetória no país, uma mudança que reflete uma possível estratégia da multinacional de focar em mercados onde possa maximizar sua eficiência operacional.
Impacto nos trabalhadores
O fim das operações em Jacareí afeta diretamente os 100 trabalhadores da unidade. Diante dessa situação, o sindicato dos metalúrgicos já iniciou medidas para negociar com a empresa.
As reuniões agendadas visam buscar alternativas viáveis para minimizar os efeitos negativos sobre os empregados, como a possibilidade de transferência para outras unidades ou pacotes de compensação. A próxima etapa será a reunião entre a Parker Hannifin e os representantes dos trabalhadores, agendada para o final deste mês de julho.








