A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo (19), com o título da Espanha, mas o encerramento da competição também marca o início de uma nova discussão dentro da FIFA. Após realizar o primeiro Mundial com 48 seleções, a entidade pretende analisar a possibilidade de ampliar novamente o torneio, desta vez para 64 participantes na edição de 2030.
A possibilidade foi confirmada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino, que afirmou que uma eventual expansão será debatida após a conclusão do Mundial. Caso avance, a mudança transformaria a Copa do Mundo de 2030, que celebrará os 100 anos da competição, na maior da história.
A edição de 2026 já representou uma mudança histórica ao aumentar o número de participantes de 32 para 48 seleções, elevando o total de partidas de 64 para 104 ao longo de cerca de seis semanas.
Se a FIFA aprovar um novo aumento para 64 equipes, o formato exigiria uma reorganização completa da competição. A fase de grupos passaria a contar com 16 grupos de quatro seleções, totalizando 96 jogos apenas nesta etapa, contra os 72 disputados em 2026.
Mantido o atual ritmo de partidas por dia, a fase inicial levaria aproximadamente três semanas para ser concluída. Somadas as fases eliminatórias, o torneio completo teria duração próxima de seis semanas, exigindo que jogadores permanecessem cerca de dois meses dedicados à Copa, considerando também o período de preparação.
Mundial de 2030 terá sede dividida entre seis países
A Copa de 2030 já está prevista para ocorrer em seis países. Espanha, Portugal e Marrocos serão os principais anfitriões, enquanto Argentina, Uruguai e Paraguai receberão uma partida cada, em celebração ao centenário da primeira Copa do Mundo, realizada em 1930.
Países sul-americanos também defendem a realização de mais partidas em seus territórios, tema que faz parte das discussões sobre a organização do torneio.
Caso a expansão seja aprovada, quase um terço das 211 associações filiadas à FIFA passaria a disputar a competição, ampliando significativamente o alcance do Mundial.
Expansão também representa aumento nas receitas
Além do aspecto esportivo, a ampliação do torneio tem impacto financeiro relevante para a FIFA. Com mais seleções e jogos, cresce também a venda de ingressos, direitos de transmissão e contratos comerciais.
A entidade estima que a Copa de 2026 gere mais de US$ 9 bilhões em receitas, tornando-se o evento esportivo mais lucrativo da história da organização. O aumento de partidas amplia as oportunidades de exploração comercial e fortalece a estratégia de expansão adotada por Gianni Infantino.
Durante a competição deste ano, os estádios registraram alta taxa de ocupação, demonstrando forte demanda do público mesmo com preços elevados dos ingressos. Segundo analistas do setor, esse desempenho reforça o interesse da FIFA em avaliar uma nova ampliação para a edição de 2030.








