A derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, disputada no último domingo (19), continua repercutindo fora dos campos. Após os episódios de confusão registrados logo depois do apito final, a FIFA confirmou a abertura de uma investigação disciplinar para analisar a conduta de jogadores e integrantes da comissão técnica da seleção argentina. Apesar das especulações nas redes sociais, a entidade não anunciou qualquer punição que envolva a exclusão da equipe da Copa do Mundo de 2030.
O objetivo da investigação é avaliar os relatórios da arbitragem, imagens da partida e demais provas para verificar se houve violação do Código Disciplinar da FIFA. Somente após a conclusão desse processo a entidade decidirá se aplicará sanções individuais ou coletivas.
Os incidentes aconteceram logo após a vitória espanhola por 1 a 0 na prorrogação. Enquanto os jogadores da Espanha comemoravam o título, atletas argentinos e integrantes da comissão técnica se envolveram em discussões e confrontos dentro do gramado.
Entre os principais episódios analisados está a participação de Leandro Paredes, que inicialmente chegou a aparecer como expulso no sistema de informações da FIFA. No entanto, a entidade esclareceu posteriormente que o cartão vermelho foi retirado e que nenhuma punição disciplinar foi aplicada ao jogador durante a partida.
Além de Paredes, a investigação também inclui Nahuel Molina, apontado por supostamente atingir Rodri durante as comemorações espanholas; Thiago Almada, que aparece nas imagens envolvendo-se na confusão; e o auxiliar técnico Roberto Ayala, acusado de empurrar e agredir jogadores da seleção campeã.
Outro fato que já estava sob análise da FIFA antes mesmo da decisão foi a exibição de uma faixa por jogadores argentinos em apoio à reivindicação do país pelas Ilhas Malvinas (Falklands) após a semifinal contra a Inglaterra.
Argentina corre risco de ficar fora da Copa de 2030?
Até o momento, a resposta é não.
A FIFA confirmou apenas a abertura de um procedimento disciplinar. A entidade nomeou um promotor disciplinar e de ética para investigar possíveis infrações ao Código Disciplinar, conforme prevê o artigo 36 do regulamento.
Caso sejam identificadas violações, as punições poderão atingir jogadores, membros da comissão técnica ou até a federação argentina. Entre as possibilidades previstas estão suspensões, multas e outras sanções esportivas. Entretanto, não existe qualquer confirmação de banimento da seleção argentina da Copa do Mundo de 2030.
O Código Disciplinar permite que sejam avaliadas infrações relacionadas ao comportamento antidesportivo, à violação das regras de fair play e a condutas que prejudiquem a imagem do futebol ou da própria FIFA. A entidade informou que levará em consideração tanto circunstâncias agravantes quanto atenuantes antes de anunciar qualquer decisão.
Durante a final, a Argentina já havia perdido Enzo Fernández, expulso por receber o segundo cartão amarelo nos acréscimos do segundo tempo, tornando-se o primeiro jogador a ser expulso em uma final de Copa do Mundo desde John Heitinga, pela Holanda, na decisão de 2010 contra a própria Espanha.








