A Oi, uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, atravessa uma grave crise financeira. A companhia informou à Justiça do Rio de Janeiro que corre o risco de ficar sem recursos até 10 de agosto, o que pode causar um apagão de serviços.
Em resposta, a Oi planeja demitir funcionários sem o pagamento imediato das verbas rescisórias. Este pedido foi submetido à 7ª Vara Empresarial.
Atualmente, a Oi tem apenas R$ 19,6 milhões disponíveis, insuficientes para cobrir suas obrigações trabalhistas. A empresa propôs pagar as rescisões mediante a geração de novos recursos, que podem vir da venda de ativos, como as unidades V.tal ou Oi Soluções. Com a recuperação judicial, a Oi busca reorganizar suas finanças e garantir a continuidade de seus serviços.
Pressões e decisões críticas na recuperação judicial
Os problemas da Oi se intensificaram recentemente. Em abril, a expectativa era encerrar julho com R$ 88,1 milhões, mas esse valor caiu drasticamente. A redução reflete desafios enfrentados em leilões para venda de ativos e em questões judiciais.
A proposta de venda de ativos enfrenta dificuldades significativas. O leilão da Oi Soluções não atraiu propostas, forçando a realização de novas tentativas com valores revisados. Além disso, a venda da UPI Serviços Telefônicos está paralisada devido à falta de pagamento pelo comprador.
Busca por soluções de liquidez
Como medida emergencial, a Oi solicitou à Justiça o acesso a R$ 27,4 milhões retidos em contas judiciais. Essa quantia resulta de depósitos relacionados a processos trabalhistas e cíveis. Embora esse recurso possa ser um alívio temporário, não garante a continuidade das operações até a conclusão dos julgamentos pendentes.
Além dos desafios financeiros, a Oi mantém infraestrutura essencial para serviços do Poder Judiciário e administrações municipais. Isso é particularmente importante à medida que se aproximam as eleições de 2026.








