Quando estamos em algum restaurante, cafeteria ou outro estabelecimento do tipo, é comum recorremos aos sachês de sal, açúcar, maionese e outros condimentos para complementar os nossos pratos. Adoçar um pouco o suco, deixar batatas fritas mais salgadas… mas daqui a uns anos você não vai encontrar esses sachês, pelo menos não se você estiver em algum país da União Europeia. A partir de agosto deste ano, os países do bloco econômico proíbem os sachês em restaurantes, etc.
De acordo com o Metrópoles, a proibição desses sachês individuais está prevista no regulamento (UE) 2025/40, como parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para reduzir o uso de plásticos descartáveis e incentivar práticas mais sustentáveis.
Esses sachês entraram na mira da União não apenas por serem embalagens usadas apenas uma vez e descartadas logo em seguida. O site Recicla Sampa explica que, como essas embalagens são feitas com camadas combinadas de plástico e alumínio, isso dificulta a separação dos metais e, consequentemente, a reciclagem em larga escala.
Além do impacto ambiental, autoridades europeias apontam estudos que afirmam que o interior desses sachês pode acumular microrganismos, já que esses itens circulam pela mão de várias pessoas antes de serem abertos. A ideia é substituir esses sachês por recipientes compartilhados ou dispensadores recarregáveis.
No Brasil, também existem projetos para proibir esses sachês
O Projeto de Lei 258/2024, que cria a Política Nacional de Desplastificação, propõe substituir a fabricação e o uso de plásticos por materiais biodegradáveis, compostáveis e menos poluentes. O Projeto de Lei 2.524/2022 estabelece regras para a economia circular do plástico, determinando que, após um período de transição, o Brasil tenha apenas embalagens plásticas retornáveis ou compostáveis.
Ambos os projetos estão tramitando no Senado.








