A possibilidade de um grande asteroide atingir a Terra voltou a repercutir nas redes sociais, mas os dados mais recentes da NASA mostram que não há motivo para alarme imediato. O objeto em questão é o asteroide Bennu, um corpo celeste de aproximadamente 500 metros de diâmetro, tamanho equivalente a cerca de cinco campos de futebol, cuja trajetória é monitorada continuamente por cientistas.
Segundo as estimativas mais recentes da agência espacial norte-americana, a data que concentra a maior probabilidade de um eventual impacto é 24 de setembro de 2182, mais de 150 anos no futuro. Apesar disso, a chance de colisão continua sendo considerada extremamente baixa, enquanto novas observações seguem refinando os cálculos sobre sua órbita.
Classificado como um asteroide próximo da Terra, Bennu cruza periodicamente a órbita do planeta, motivo pelo qual passou a receber atenção especial dos programas internacionais de defesa planetária.
Com cerca de 500 metros de diâmetro, um eventual impacto teria potencial para liberar energia equivalente a dezenas de explosões nucleares, razão pela qual seu deslocamento é acompanhado há anos por observatórios e pela NASA.
O interesse científico pelo objeto aumentou ainda mais após a missão OSIRIS-REx, que realizou uma viagem de sete anos até Bennu. A sonda chegou ao asteroide em 2018 e, em outubro de 2020, coletou aproximadamente 121,6 gramas de poeira e fragmentos rochosos por meio de uma operação de contato rápido com a superfície.
As amostras retornaram à Terra em 24 de setembro de 2023 e vêm sendo analisadas por pesquisadores de diversos países.
Descobertas ajudam a entender a origem da vida
As análises do material coletado revelaram moléculas consideradas essenciais para a química da vida. Entre elas estão a ribose, açúcar que integra a estrutura do RNA, e, pela primeira vez em uma amostra extraterrestre preservada, a glicose.
Os pesquisadores também identificaram anteriormente todas as cinco bases nitrogenadas utilizadas na formação do DNA e do RNA, além de compostos contendo fósforo. A combinação dessas descobertas fortalece a hipótese de que alguns dos ingredientes fundamentais para o surgimento da vida podem ter chegado ao planeta por meio de asteroides.
Segundo os cientistas envolvidos no estudo, Bennu funciona como uma verdadeira cápsula do tempo do Sistema Solar, preservando materiais praticamente inalterados desde sua formação, há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Embora a data de 24 de setembro de 2182 apareça como o momento de maior probabilidade de um eventual impacto, os especialistas destacam que esse cenário continua sendo apenas uma possibilidade remota, sujeita a revisões conforme novas observações sejam realizadas.











