O Grupo de Copenhagen, órgão internacional independente responsável por prevenir a manipulação de competições esportivas, incluindo a Copa do Mundo, encontrou sete situações suspeitas de possível manipulação nos jogos no mundial da Fifa deste ano. O grupo, que faz parte do Conselho da Europa, ainda não divulgou um relatório completo, mas sim um resumo das inconsistências.
De acordo com o The Athletic, braço esportivo do New York Times, algumas dessas situações suspeitas são o cartão vermelho dado a Themba Zwane, da África do Sul em partida contra o Médico, o site de apostas Polymarket ter recebido US$ $ 4,8 milhões (cerca de R$ 24 milhões) em uma aposta de que a Espanha não derrotaria Cabo Verde na fase de grupos (o jogo terminou em empate), entre outras.
Um dos exemplos de maior destaque é o fato do Polymarket ter aberto uma aposta no dia 2 de julho perguntando se Folarin Balogun, dos EUA, jogaria contra a Bélgica, data que coincide com um jogo em que o atleta recebeu justamente um cartão vermelho. O grupo afirmou que enviou um pedido oficial à Fifa pedindo uma explicação por escrito em relação a esse caso.
Apesar de algumas coincidências, especialistas apontam que as situações identificadas podem ter acontecido não por manipulação, mas por outros fatores diversos dentro do mercado de apostas.
O que a Fifa disse sobre as acusações de manipulação na Copa do Mundo?
Segundo a revista VEJA, a Fifa divulgou à imprensa estadunidense que a sua Força Tarefa de Integridade, que funciona de forma similar ao Grupo de Copenhagen, não identificou nenhuma atividade suspeita relacionada a apostas ou indícios de manipulação nas partidas.








