O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ao centro das atenções por dois assuntos distintos que envolvem cifras bilionárias. Enquanto sua fortuna é estimada em US$ 6,5 bilhões, segundo a revista Forbes, o republicano tenta reverter na Suprema Corte americana a condenação que o obriga a pagar US$ 83,3 milhões à escritora E. Jean Carroll por difamação.
O recurso foi apresentado nesta terça-feira (29), após instâncias inferiores rejeitarem os argumentos da defesa. Os advogados de Trump sustentam que as declarações que motivaram o processo foram feitas durante seu primeiro mandato presidencial e, por isso, deveriam estar protegidas pela imunidade concedida ao chefe do Executivo.
A ação foi movida por E. Jean Carroll em 2019, depois que Trump afirmou que a escritora teria inventado a acusação de abuso sexual ocorrida em 1996 para promover um livro.

Em 2024, um júri concluiu que as declarações configuraram difamação e determinou o pagamento de US$ 83,3 milhões em indenização.
Agora, a defesa pede que a Suprema Corte analise o caso e derrube a decisão. Os advogados argumentam que a condenação cria um precedente inédito ao responsabilizar civilmente um presidente por atos praticados durante o exercício do cargo.
Outro ponto levantado é a aplicação da Westfall Act, legislação federal que protege servidores públicos em determinadas ações relacionadas ao desempenho de suas funções. Caso esse entendimento prevaleça, o governo dos Estados Unidos passaria a ocupar o lugar de Trump no processo. Como o Estado americano não pode ser processado por difamação nesse tipo de ação, o caso poderia ser encerrado.
Os defensores do presidente também classificam o valor da indenização como excessivo e afirmam que manter a condenação poderia afetar futuros ocupantes da Casa Branca.
Patrimônio cresce impulsionado por criptomoedas
Enquanto trava a batalha judicial, Trump viu sua fortuna aumentar significativamente no último ano.
Segundo estimativa atualizada da Forbes, seu patrimônio alcançou US$ 6,5 bilhões, crescimento impulsionado principalmente pelos investimentos no mercado de criptomoedas.
As operações ligadas à World Liberty Financial, memecoins e stablecoins responderam por aproximadamente US$ 1,4 bilhão em ganhos, tornando os ativos digitais a principal fonte de valorização de sua riqueza.
Além disso, uma decisão judicial favorável eliminou uma condenação de cerca de US$ 500 milhões, enquanto o negócio de licenciamento de marcas voltou a crescer, gerando centenas de milhões de dólares adicionais.
Mercado financeiro e imóveis seguem entre as principais fontes de renda
Os investimentos financeiros também registraram forte expansão. As contas de investimento do presidente passaram de US$ 237 milhões para US$ 858 milhões, com participação em ações de gigantes da tecnologia, como Apple, Nvidia e Alphabet, controladora do Google.
De acordo com os dados divulgados, os gestores responsáveis pelos investimentos realizaram mais de 20 mil operações de compra e venda de ativos ao longo do último ano.
O setor imobiliário continua sendo uma importante fonte de receita. Hotéis, resorts e clubes de golfe renderam mais de US$ 525 milhões, com destaque para o complexo Mar-a-Lago, na Flórida, cuja receita anual passou de US$ 50 milhões para US$ 77 milhões. Novos empreendimentos em países como Arábia Saudita e Catar também contribuíram para o crescimento patrimonial.











