Uma espécie de água-viva que pode atingir tentáculos com mais de 30 metros de comprimento voltou a chamar a atenção de autoridades e pesquisadores nos Estados Unidos. Conhecida como “juba-de-leão” (Cyanea capillata), ela foi registrada em quantidade incomum ao longo da costa de Massachusetts, especialmente na região de Cape Cod, levando órgãos locais a emitirem alertas para banhistas durante o verão no hemisfério norte.
Considerada uma das maiores águas-vivas do mundo, a espécie impressiona pelo tamanho. Enquanto sua campânula pode chegar a aproximadamente um metro de diâmetro, seus tentáculos ultrapassam os 30 metros de extensão, comprimento equivalente a cerca de dois ônibus urbanos enfileirados.
Nas últimas semanas, exemplares da água-viva foram encontrados tanto flutuando próximos às praias quanto encalhados na faixa de areia. O fenômeno chamou a atenção de autoridades locais, que orientam moradores e turistas a manter distância dos animais.
O New England Aquarium alertou que a espécie pode provocar ferroadas extremamente dolorosas e recomendou que qualquer exemplar encontrado seja apenas observado à distância.
Segundo especialistas, o risco permanece mesmo quando o animal já está morto, pois os tentáculos continuam capazes de liberar células urticantes que podem causar queimaduras e intensa irritação na pele.
Correntes marítimas podem explicar fenômeno
Pesquisadores afirmam que o aumento no número de águas-vivas provavelmente está relacionado à combinação de correntes oceânicas, ventos, temperatura da água e maior disponibilidade de alimento.
A Administração Portuária de Sandwich, em Cape Cod, informou que a espécie costuma aparecer entre o fim da primavera e o verão, mas neste ano os primeiros registros ocorreram ainda em maio, com concentração considerada excepcional a partir de meados de junho.
Fenômeno semelhante também foi observado em 2020.
Uma das maiores águas-vivas do planeta
A Cyanea capillata habita normalmente águas frias do Oceano Atlântico, Pacífico e Ártico, além do Mar Báltico e do Mar do Norte.
Por se deslocar principalmente à deriva, acompanhando correntes marítimas, sua distribuição pode variar bastante conforme as condições ambientais.
Embora seu veneno seja considerado potente e provoque dor intensa, especialistas destacam que casos fatais envolvendo seres humanos são extremamente raros.
Orientação é evitar contato
As autoridades reforçam que banhistas não devem tocar na água-viva, esteja ela nadando ou encalhada na areia, já que muitos de seus tentáculos podem permanecer submersos e praticamente invisíveis.
Em caso de contato, a recomendação é remover cuidadosamente os tentáculos remanescentes, preferencialmente com uma pinça, lavar a área afetada com água morna e procurar atendimento médico caso haja dor intensa, reação alérgica ou outros sintomas mais graves.












