Confirmado em julho, o Super El Niño já está começando a mexer com o clima do Brasil e é apenas o começo. De acordo com o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o pico do fenômeno climático está previsto para ocorrer entre outubro e dezembro deste ano. Na segunda quinzena de julho, o El Niño já começou a mudar o padrão climática em várias regiões, mudando as chuvas, temperaturas e aumentando o risco de eventos extremos.
O que é o El Niño?
“O El Niño é causado por uma aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial central e oriental, que acontece de forma cíclica, normalmente a cada dois a sete anos, durando entre nove e 12 meses”, como já explicamos por aqui.
El Niño pode ser o mais forte dos últimos 150 anos
Nos próximos meses, a tendência é que essa influência do Super El Niño fique ainda mais acentuada. Segundo o CPC (Centro de Previsão Climática) da NOAA, tem 81% de chance desse fenômeno chegar à categoria “muito forte”, a classificação máxima para um El Niño. Estudos indicam que este pode ser o Super El Niño mais forte dos últimos 150 anos.
Entre outubro e dezembro, o fenômeno deve chegar ao seu pico, quando o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial devem chegar à sua maior intensidade, aumentando o seu impacto sobre o clima em várias partes do mundo.
No Sul, a previsão é de aumento das chuvas, com maior risco de temporais, enchentes e alagamentos. No Centro-Oeste, Norte e Nordeste, os efeitos devem ser calor intenso, redução de chuvas, tempo mais seco e estiagens prolongadas, de acordo com o ND+.












