O influenciador Casimiro Miguel e a CazéTV passaram a responder a uma ação judicial movida por um ator e figurante na 2ª Vara Cível da Pavuna, no Rio de Janeiro. O processo questiona um comentário feito durante uma transmissão em que Casimiro reagia a um episódio do programa Pesadelo na Cozinha e pede indenização por danos morais, além da retirada do conteúdo da internet e de uma retratação pública.
Segundo a ação, o influenciador teria dito a frase “Esse cara é esquisito” enquanto a imagem do autor aparecia na tela. O ator sustenta que a declaração ultrapassou os limites da liberdade de expressão e o expôs de forma vexatória diante de milhões de espectadores.
Na petição apresentada à Justiça, o ator afirma ser homossexual e argumenta que o comentário reforçou estereótipos discriminatórios ao ser feito durante a exibição de sua imagem.
O processo destaca ainda que o vídeo permanece disponível no YouTube, onde acumula aproximadamente 17 milhões de visualizações e mais de 8 mil comentários, ampliando, segundo o autor, o alcance da exposição considerada ofensiva.
Com base nesses argumentos, a ação solicita que a Justiça determine a remoção do vídeo da plataforma, condene Casimiro Miguel ao pagamento de R$ 120 mil por danos morais e obrigue o influenciador a publicar uma retratação pública em seu canal.
Caso ainda será analisado pela Justiça
O processo tramita na 2ª Vara Cível da Pavuna e ainda não há decisão sobre o mérito da ação. Caberá ao Judiciário analisar se o comentário configura violação aos direitos da personalidade ou se está protegido pelo direito à liberdade de expressão.
Até o momento, conforme as informações disponíveis, Casimiro Miguel e a CazéTV não se manifestaram publicamente sobre o processo.
Debate ocorre em momento de expansão da CazéTV
A ação judicial acontece enquanto a CazéTV amplia a presença nas transmissões esportivas. A plataforma deve disputar com a Globo os direitos de exibição da Copa do Mundo de 2030 no Brasil, cuja concorrência será aberta pela FIFA nos próximos meses.
Na Copa de 2026, a LiveMode, empresa responsável pela CazéTV, adquiriu os direitos completos do torneio, mantendo exclusividade das transmissões no YouTube e sublicenciando parte dos jogos para outras emissoras. Já a Globo optou por adquirir apenas parte das partidas.
Para o Mundial de 2030, a expectativa é de uma nova disputa entre os dois grupos de mídia. A FIFA ainda não definiu o modelo de comercialização dos direitos, mas estuda repetir um formato semelhante ao adotado para a Copa do Mundo Feminina de 2027, permitindo transmissões integrais por diferentes plataformas, com exclusividade da CazéTV no YouTube.












