O patrimônio bilionário do Brasil conta com figuras que, embora pouco conhecidas do grande público, exercem influência direta sobre setores estratégicos da economia. Maria Helena Moraes Scripilliti é uma delas. Viúva do engenheiro Clóvis Scripilliti, ela integra o núcleo familiar que controla o Grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados multinacionais do país.
O patrimônio líquido de Maria Helena é estimado em R$ 26,8 bilhões. Sua trajetória dentro da companhia começou a ganhar contornos decisivos na década de 1970. Ao lado do marido, Maria assumiu a liderança de uma das frentes de expansão do grupo, direcionando investimentos para a região Nordeste.
A estratégia territorial adotada naquele período foi fundamental para que a Votorantim deixasse de ser uma empresa de atuação regional e se consolidasse como uma multinacional de peso, com presença em cimento, energia, metalurgia, papel e celulose, além de operações no exterior.
Vida discreta
Apesar do protagonismo nos bastidores, Maria Helena sempre evitou os holofotes. Sua atuação é marcada pela discrição e por uma visão de longo prazo, com foco na solidez financeira e na preservação do patrimônio familiar. O perfil reservado contrasta com a dimensão do império econômico que ajuda a gerir.
Do casamento com Clóvis Scripilliti nasceram quatro filhos. Dois deles têm atuação conhecida no universo corporativo e social: Clóvis Ermínio Moraes Scripilliti, que ocupou o cargo de vice-presidente do Grupo Votorantim, e Regina Helena Velloso, que preside o conselho da AACD, entidade voltada ao atendimento de crianças com deficiência.











