O início de 2026 trouxe um reajuste nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), beneficiando milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. O salário mínimo nacional foi elevado para R$ 1.621, alta de 6,79% em relação ao ano anterior, e os segurados que recebem o piso previdenciário passaram a receber automaticamente o novo valor.
Já os beneficiários que recebem acima de um salário mínimo tiveram os pagamentos corrigidos em 3,9%, percentual calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador que mede a inflação para famílias de menor renda e serve de referência para o reajuste desses benefícios.
Embora ambos os grupos tenham recebido aumento, as regras de correção são diferentes e produzem impactos distintos sobre a renda dos segurados.
Os aposentados e pensionistas que recebem exatamente um salário mínimo tiveram o benefício reajustado pelo mesmo índice aplicado ao piso nacional. O cálculo considera não apenas a inflação, mas também o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), permitindo um aumento superior ao índice inflacionário.
Com isso, o benefício mínimo passou a ser de R$ 1.621, representando um reajuste de 6,79%.
Para quem recebe acima do piso, porém, a atualização foi limitada ao INPC de 3,9%, conforme determina a Lei nº 8.213/1991. Nesse caso, o objetivo é apenas recompor parcialmente a inflação acumulada, sem previsão de ganho real.
Na prática, um aposentado que recebia R$ 3.000 em 2025, por exemplo, passou a receber aproximadamente R$ 3.117 após o reajuste, um acréscimo de pouco mais de R$ 117 por mês.
Correção não recompõe totalmente a inflação oficial
Apesar da atualização dos benefícios acima do salário mínimo, o percentual de 3,9% ficou abaixo da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou 4,26% no período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Isso significa que, embora o valor nominal tenha aumentado, parte dos aposentados e pensionistas continuou enfrentando perda do poder de compra diante da alta dos preços de produtos e serviços.
Com a aplicação do reajuste de 3,9%, o teto dos benefícios pagos pelo INSS passou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 em 2026.
O percentual ficou abaixo do reajuste registrado no ano anterior, quando os benefícios acima do salário mínimo haviam sido corrigidos em 4,77%, refletindo a desaceleração da inflação acumulada em 2025.
Calendário e consulta dos valores
Os pagamentos dos benefícios equivalentes ao salário mínimo começaram em 26 de janeiro, enquanto os segurados que recebem acima do piso passaram a receber os valores reajustados a partir de 2 de fevereiro, conforme o calendário oficial do INSS.
Quem desejou conferir o novo valor do benefício pôde acessar o extrato de pagamento pela plataforma Meu INSS, utilizando uma conta Gov.br. No sistema, basta selecionar a opção “Extrato de Pagamento”, escolher o ano de referência e verificar os detalhes do reajuste aplicado ao benefício.












