Documentos da Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizados pelo Arquivo Nacional revelam que pelo menos 18 relatos envolvendo objetos voadores não identificados (OVNIs) foram registrados no Brasil ao longo de 2025. Entre as cidades citadas nos documentos, Londrina, no Paraná, aparece como o principal ponto de concentração das ocorrências, com ao menos cinco registros relacionados a avistamentos feitos por profissionais da área de aviação.
Os episódios ocorreram principalmente entre novembro e dezembro do ano passado e envolveram pilotos, controladores de tráfego aéreo e operadores de torres. Os relatos descrevem objetos ou pontos luminosos que não puderam ser identificados pelos observadores, incluindo casos em que as luzes teriam desaparecido e reaparecido rapidamente.
Apesar da divulgação dos documentos, a FAB esclareceu que não realiza atualmente estudos ou análises sobre os fenômenos registrados. Segundo a corporação, sua atuação consiste em receber e catalogar as informações encaminhadas ao Arquivo Nacional.
Relatos chamam atenção em Londrina
Um dos documentos registra uma ocorrência em 23 de novembro de 2025, quando um objeto foi identificado nas proximidades da Torre de Londrina. O relato descreve uma estrutura aparentemente redonda, que inicialmente chegou a ser confundida com uma aeronave.
Segundo o operador, o objeto desaparecia e reaparecia com frequência e apresentava luzes intensas que permaneciam visíveis durante poucos minutos. O documento também confirma a existência de uma filmagem realizada pelo operador da torre, mas o vídeo não aparece entre os arquivos disponibilizados.
Outro registro, produzido em dezembro, menciona que os avistamentos eram recorrentes. O operador decidiu formalizar o relato justamente porque não tinha certeza sobre a natureza do objeto observado.
As ocorrências envolvendo Londrina ganharam ainda mais atenção depois de um episódio relatado neste ano por um piloto particular. Durante um voo no Paraná, o profissional afirmou ter observado o que descreveu como “luzes sobrenaturais” e comunicou a ocorrência ao Controle de Aproximação de Londrina.
Documentos não comprovam presença de extraterrestres
Embora os relatos sejam frequentemente associados a possíveis manifestações extraterrestres, os documentos oficiais não confirmam que os objetos tenham origem alienígena. A classificação como OVNI ou UAP, sigla em inglês para Fenômenos Anômalos Não Identificados, indica apenas que determinado fenômeno observado não foi identificado no momento do registro.
As ocorrências reunidas pela FAB envolvem principalmente descrições feitas por profissionais da aviação, como pontos luminosos, objetos que mudavam de posição ou apareciam e desapareciam em intervalos curtos. A ausência de uma identificação imediata, porém, não significa que os fenômenos tenham necessariamente origem desconhecida após uma investigação científica.
No caso dos arquivos brasileiros, a própria FAB afirma que não conduz estudos ou análises sobre os registros atualmente, limitando-se à catalogação das informações.
Arquivos dos EUA também trazem caso brasileiro
Além dos documentos referentes aos acontecimentos de 2025, arquivos recentemente liberados pelo governo dos Estados Unidos também mencionam um suposto avistamento de OVNI no Brasil.
O caso ocorreu em novembro de 1963, na cidade de Conde, na Bahia. Entre os documentos divulgados estão imagens de três telegramas relacionados ao episódio.
Um deles corresponde a um relatório da agência de inteligência estrangeira dos Estados Unidos, a CIA, datado de 8 de novembro. O documento registrava uma transmissão local em português, originada no Rio de Janeiro, sobre o suposto acidente de uma “grande esfera metálica” que teria um ocupante morto.
O episódio de 1963 aparece agora entre os arquivos relacionados aos chamados Fenômenos Anômalos Não Identificados, ampliando o histórico de relatos brasileiros envolvendo objetos que não foram imediatamente reconhecidos.












