De acordo com a OMM (Organização Meteorológica Mundial), da ONU (Organização das Nações Unidas), a Europa Ocidental registrou o junho mais quente da sua história, superando inclusive a onda de calor extremo de 1976. E o calor continuou em junho, alimentando incêndios florestais devastadores na França e na Península Ibérica.
John Kennedy, o chefe de informações climáticas do OMM, explica que ondas de calor como esta são o que é esperado em um clima em mudança. De acordo com ele, nos 50 anos desde a onda de calor histórica de 1976, a Europa como um todo aqueceu cerca de dois graus. “É o continente que está aquecendo mais rapidamente e os extremos de temperatura também aumentaram”, explica Kennedy.
Junho deste ano superou a onda de calor de 1976 na Europa Ocidental
A temperatura média em terra na Europa em junho foi a segunda mais alta já registrada para o mês. A Europa Ocidental, região mais afetada pela onda de calor, teve o junho mais quente já registrado, com uma temperatura média de 20,74°C, superando o recorde de junho do ano passado. Essa temperatura é 3,05°C acima da média do mês entre 1991 e 2020.
Junho foi um mês marcado pelo calor não apenas na Europa. De acordo com a OMM, globalmente, o mês foi o segundo mais quente no conjunto de dados ERA5, perdendo apenas para junho de 2024. A temperatura média do ar na superfície foi de 16,54°C, 0,56°C acima da média de 1991-2020 para o mês.
Ps: lembrando que é verão no hemisfério norte.
Outro motivo que gerou muita preocupação entre os cientistas é o aumento das temperaturas mínimas noturnas, com a ocorrência cada vez mais comum das chamadas “noites tropicais”, em que a temperatura não cai abaixo dos 20ºC.
“É por isso que, ao avaliar o impacto de uma onda de calor na saúde, as temperaturas mínimas podem ser mais reveladoras do que o pico da temperatura máxima à tarde. Um dia em que a temperatura chega a 38°C, mas cai para 18°C durante a noite, é muito diferente de um dia em que chega a 36°C e permanece acima de 25°C durante a noite. O segundo cenário acarreta um risco muito maior para a saúde”, explica Armel Castellan, Consultor Técnico de Serviços de Calor Extremo do Escritório Conjunto de Clima e Saúde da OMS-OMM.











