Na última quarta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto preparando a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão. Segundo estimativas, a medida pode reduzir entre 20% e 22% o valor da conta de luz dos consumidores. Entenda melhor o que esse decreto vai mudar.
Atualmente, os consumidores ficam restritos às fornecedoras de energia da sua região para comprar a eletricidade. Com o decreto, pequenos comércios, indústrias e, posteriormente, residências vão poder escolher de qual empresa compram a eletricidade. De acordo com o SBT News, essa mudança será feita em duas etapas. Indústrias e comércios atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 quilovolts) vão poder migrar de empresa a partir de 25 de novembro do ano que vem. Para os demais consumidores, a possibilidade é a partir de 25 de novembro de 2028.
No momento, o mercado livre de energia fica restrito a consumidores atendidos em média e baixa tensão, o que significa que os consumidores podem negociar diretamente o preço da energia com um comercializador ou gerador, embora ainda paguem à distribuidora local pelo uso da rede elétrica.
Mercado livre pode gerar economia de até 22% na conta de luz
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), estima que essa concorrência entre fornecedores pode reduzir entre 20% e 22% o valor pago na conta de luz de quem optar pelo mercado livre. Essa redução, porém, não seria na conta como um todo, mas sim no valor pago pela energia propriamente dita. Lembrando que a fatura reúne outros componentes, além da energia em si.











