Karoline Leavitt deixará o cargo de porta-voz da Casa Branca no fim deste mês, após anunciar a decisão em postagens nas redes sociais. Com 28 anos, ela é a mais jovem a ocupar essa função na história recente dos Estados Unidos.
Leavitt conquistou o cargo depois de construir uma trajetória que a consolidou como uma das vozes mais combativas do governo Trump. Donald Trump divulgou o anúncio na Truth Social e a elogiou, chamando-a de uma de suas assessoras de maior confiança e de uma das melhores secretárias de imprensa da Casa Branca na história do cargo. Agora, ela deixa a gestão antes do fim do mandato do atual presidente.

O presidente afirmou que ela deixará o posto para passar mais tempo com os filhos pequenos e a família. Disse que compreende e respeita a decisão.
Karoline Leavitt deixa Casa Branca para priorizar maternidade
Em mensagem publicada no Instagram, Leavitt explicou que equilibrar a maternidade com as exigências de um dos cargos mais expostos do governo tornou-se cada vez mais difícil. Ela retornou recentemente da licença-maternidade após dar à luz seu segundo filho.
A dificuldade de conciliar as duas responsabilidades se acentuou depois do retorno. Ao anunciar a decisão, Leavitt a descreveu como “difícil e agridoce”. Apesar de deixar o cargo, reafirmou seu compromisso com a política e prometeu continuar atuante no cenário político americano.
Passagem marcada por confrontos
Durante sua permanência na Casa Branca, Leavitt ganhou reputação por confrontar jornalistas e questionar a credibilidade da imprensa, que frequentemente classificava como propagadora de fake news. Trump a considerava uma voz confiável para defendê-lo em aparições televisivas.
Segundo pessoas envolvidas na campanha presidencial, o presidente ficou satisfeito com seu desempenho. Em suas mensagens de despedida, Leavitt manteve o tom combativo que marcou sua passagem, denunciou o que classificou como mídia liberal e defendeu publicamente o presidente e suas políticas.
Ela reafirmou seu compromisso contra o que classificou como uma ameaça existencial do Partido Democrata, que, segundo ela, busca destruir tudo o que há de grandioso nos Estados Unidos.












